Mesmo com pandemia, desoneração de PIS e Cofins e redução do ICMS, empresa deve faturar R$ 15 bi no ano

O regionalismo é uma característica que a Ale Combustíveis nunca abriu mão.

Empresa essencialmente mineira, fundada em 1996, que, com o passar dos anos, ganhou notoriedade pelo Brasil, tendo, inclusive, se fundido, em meados dos anos 2000, com a nordestina Satélite Distribuidora de Petróleo (SAT), do Rio Grande do Norte, mantendo a essência do atendimento customizado e próximo, de forma a atender de maneira individualizada às necessidades de cada cliente.

E a estratégia tem dado certo. Em um mercado bastante concorrido a nível nacional, é a quarta maior distribuidora de combustíveis do País, com uma rede de cerca de 1,5 mil postos e 9 mil clientes ativos em 21 estados e no Distrito Federal. A empresa gera cerca de 12 mil empregos diretos e indiretos.

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Em Minas a relevância da empresa é ainda maior, já que responde por 6% do volume comercializado no Estado, participação que chega a 8% quando considerado o número de postos. 

A rede é composta por cerca de 350 postos. No Estado, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), existem aproximadamente 2,4 mil postos com bandeiras de distribuidoras e outros 2,1 mil postos bandeiras brancas.

“Estamos em todas as regiões do Brasil, mas o principal mercado ainda é Minas Gerais. Também temos presença relevante em São Paulo, Santa Catarina, Goiás, Maranhão e Rio Grande do Norte – sendo este último a origem da SAT.

Estamos bem representados em todas as regiões. Trabalhamos com as marcas Ale e SAT, mas comercialmente seguimos com a primeira”, conta o presidente da empresa, Fulvius Tomelin.

Foi neste contexto que nasceram a Ale em Minas e a SAT no Rio Grande do Norte, conta Tomelin. Desde então, o mercado vem se ajustando e acompanhando as mudanças. Ale e Sat sempre com suas trajetórias positivas e lutando contra gigantes do setor ou a própria estatal, como Esso, Shell e BR.

E quem tem a capacidade de entender o regionalismo e as características de cada cliente, capaz de customizar a oferta de produtos sem perder a qualidade e a eficiência se destaca”, ressalta.

O negócio deu certo e a empresa se tornou a única companhia de distribuição regional que se tornou nacional com atendimento e presença em todas as regiões do País. Para o executivo, a fusão deu escala e musculatura para a competitividade prosperar. De início a empresa tornou-se a Alesat e depois voltou a responder apenas por Ale novamente. Neste período, vieram outros marcos e aquisições.

Em 2018, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a aquisição, pela Glencore Oil, de 78% de participação societária indireta na então Alesat. “Naquela época, já tínhamos um tamanho considerável, mas o mercado seguia difícil e a venda do controle para a maior trading de commodities do mundo trouxe novo fôlego para o negócio, já que o Brasil ainda depende de importação de diesel. Com a Glencore passamos a ter mais expertise, musculatura e foi possível retomar a trajetória de crescimento mais uma vez”, recorda.

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