O armazenamento subterrâneo de combustíveis em tanques, especialmente nas proximidades do ambiente urbano e rural (posto de gasolina), pode representar vários riscos como, por exemplo, incêndio/explosão, danos ambientais, efeitos à saúde quando manuseados incorretamente, etc.

Devido ao grande volume de combustíveis usados diariamente, em alguns locais, que pode chegar a 400 milhões de litros e à grande rede de postos, é provável que ocorram liberações de superfície e subsuperfície da capacidade de armazenamento. Por isso, deve-se conhecer os requisitos para a seleção dos métodos e para a execução dos serviços de ensaio de estanqueidade em sistemas de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC). Pode-se dizer que a estanqueidade é a condição de vazamento ou não.

Assim, um teste de estanqueidade seria o método pelo qual se verifica a existência, ou não, de vazamento de gás ou combustível nos tanques de armazenamento.

O combustível libera vapor altamente inflamável, mesmo em condições muito baixas de temperaturas.

O teste de estanqueidade em tanques é a forma de se descobrir se existe algum vazamento e se isso não causará grandes problemas para o local onde está instalado. É aconselhado que todas as empresas do segmento faça essa verificação em um período de 12 meses, pois qualquer furo, por mais que seja pequeno, pode causar enormes danos ao meio ambiente.

O teste de estanqueidade em tanques descobre qualquer falha que possa existir. De tempos em tempos, o equipamento acumula uma série de corrosões, sobrecarga, etc. que podem fazer com que ele não esteja estanque. Com isso, o teste de estanqueidade em tanques deve ser executado e o problema pode ser consertado rapidamente de acordo com o seu tamanho.

 

Em locais em que acontece o acúmulo da água da chuva, existem outros problemas em tanques subterrâneos com a contaminação por conta da água da chuva. Caso o tanque não esteja estanque, a água pode entrar e estragar o produto. É necessário o teste de estanqueidade em tanques para garantir a sua integridade.

Os problemas ambientais que um pequeno vazamento de gás no ambiente são extremamente grandes e podem afetar muito mais que apenas a sua empresa. Existe a possibilidade de contaminação do lençol freático, o que fará com que o produto seja descartado e não possa ser utilizado e precise ser investido em uma nova compra e principalmente o grande risco de explosão do local onde ele está instalado.

Que causará um dano enorme para o local.

O ensaio de teste de estanqueidade em tanques se divide em três etapas de trabalho que são com combustível através de sondas e sensores, sem combustível que se aplica nitrogênio e o teste de tubulações e conexões com um manômetro. O teste de estanqueidade em tanques é um processo que não demanda tanto trabalho, mas precisa ser feito por empresas responsáveis.

Ele pode causar alguns perigos se não for um serviço realizado por profissionais capacitados e que seguem as normas de segurança que são necessárias, já que existe chance de acontecer vazamentos de gás pelo local. Após ser realizado o teste de estanqueidade em tanques será emitido o laudo, com maior eficiência e segurança, elaborado pelo engenheiro mecânico responsável da empresa contratada.

Devido à inflamabilidade dos vapores dos combustíveis, as estações de serviço apresentam um risco de incêndio ou explosão não comum a outros tipos de pontos de venda. O vapor de combustíveis é mais pesado que o ar e tende a afundar até o nível mais baixo possível do ambiente e pode se acumular em tanques, cavidades, drenos, poços ou outros pontos baixos e viajará pelo solo devido à gravidade ou poderá ser transportado na direção do vento.Esses vapores podem entrar nos porões dos edifícios e nos esgotos públicos com sérias consequências, caso entrem em contato com uma fonte de ignição. Se liberado no meio ambiente, os combustíveis também podem poluir o solo e o abastecimento de água. Sempre que escapam de um tanque de armazenamento subterrâneo ou dutos, poderá percorrer distâncias significativas.

Os tanques de armazenamento subterrâneos com vazamento são as fontes mais numerosas de contaminação, estimando que de 10% a 35% dos tanques de armazenamento subterrâneo podem estar vazando ou não passem no teste de estanqueidade.

O nível de risco associado ao vazamento de combustível significa que a detecção precoce de vazamentos é essencial. O custo muito alto do combustível também significa que a perda monetária causada pelo seu vazamento deve ser motivo de preocupação para as empresas, pois uma perda de 10.000 litros corresponde a muitos dólares jogados fora.

 NBR 16795 de 12/2019 – Armazenamento de líquidos inflamáveis e combustíveis – Ensaio de estanqueidade em combustíveis (SASC) estabelece os requisitos para a seleção dos métodos e para a execução dos serviços de ensaio de estanqueidade em sistemas de armazenamento subterrâneo de combustíveis (SASC).

A aplicação dos ensaios de estanqueidade deve ser conforme prevista nas NBR 15594-3 e NBR 13784, ou conforme legislação vigente. O laudo do ensaio de estanqueidade deve conter todas as informações, conforme modelo do Anexo A.

Serviços de Ensaio de Estanqueidade

Os serviços de ensaios de estanqueidade são executados por empresas certificadas no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC), como determina a Resolução Conama 273/2000, e atendidas as Normas Regulamentadoras (NR) do Ministério do Trabalho e Emprego.

1. Deve ser criada uma área de segurança em torno da região de acesso ao tanque, isolada por fita de sinalização ou similar, a uma altura mínima de 0,50 m, em um raio mínimo de 3,00 m, tomando-se como centro os bocais do tanque no qual serão realizados os ensaios.

2. A área de segurança deve ter em seu entorno placas de advertência ostensivas em espaçamentos regulares, de modo visível em todas as direções, informando a proibição de acesso a pessoas não autorizadas, de produzir chama ou centelha, de utilizar equipamentos elétricos ou eletrônicos (do tipo máquinas fotográficas, celulares e rádios de comunicação) e de fumar.

3. Devem ser dispostos dois extintores de incêndio em pontos diferentes e de fácil acesso, de acordo com a análise de risco.

4. Dentro da área de segurança, enquanto houver a presença de vapores inflamáveis, somente são permitidos trabalho a frio e uso de equipamentos adequados para áreas classificadas. Demais equipamentos elétricos devem estar desconectados de seus cabos ou tomadas de alimentação, e devem possuir etiquetas de advertência (com o texto: Não ligar o equipamento) em suas chaves.

5. O sistema elétrico deve ser desligado no quadro geral, que deve possuir bloqueio físico para evitar o religamento indevido do sistema.

6. As atividades exercidas dentro da área de segurança devem ser realizadas no mínimo com a participação de dois profissionais habilitados.

7. Os métodos de ensaio de estanqueidade aplicáveis são volumétricos e não volumétricos, sendo a seleção do método baseada nos requisitos estabelecidos na Seção 6. 

Ensaio Volumétrico – O método de ensaio volumétrico quantifica a taxa de vazamento, expressa em litros por hora (L/h), sendo executado somente em tanques, unicamente na parte preenchida pelo combustível. O método de ensaio não volumétrico constata a existência de vazamento, de forma qualitativa, sendo aplicável a todos os componentes do SASC.O ensaio volumétrico deve ser realizado com equipamentos eletrônicos capazes de registrar, armazenar e transferir os dados. Estes equipamentos são regularmente compostos por uma sonda de medição de nível ou volume do produto no interior do tanque e dispositivo, que proporcione a aquisição e o tratamento dos dados. Para cada ensaio realizado, os seguintes dados devem ser registrados no equipamento: data e horários de início e de término do ensaio; identificação do tanque por compartimento ensaiado; identificação do estabelecimento onde foi realizado o ensaio; produto armazenado e seu nível no momento do ensaio; nível de água no interior do compartimento a ser ensaiado.

Os equipamentos empregados na realização do ensaio de estanqueidade volumétrico do tanque devem atender aos seguintes requisitos: registrar as leituras obtidas pelo equipamento no momento do ensaio e possuir recursos que não permitam a modificação destes registros após o término do ensaio, mantendo inalteradas as informações a serem apresentadas no relatório não editável; detectar vazamentos considerando a vazão mínima de 0,378 L/h, com no mínimo 95% de probabilidade de detecção e no máximo até 5 % de probabilidade de alarme falso; atender às normas e legislações pertinentes para instalação e operação em atmosfera explosiva; possuir sistema supervisor de diagnóstico que garanta a manutenção das condições do equipamento necessárias à execução do ensaio, informando ao usuário qualquer falha de funcionamento.

O ensaio deve ser realizado considerando os seguintes requisitos: o nível de combustível no interior do tanque deve ser superior a 855 mm para tanques com diâmetro nominal interno igual a 2.549 mm e superior a 635 mm para tanques com diâmetro nominal interno igual a 1910 mm. Para tanques com diâmetros diferentes, o nível de produto deve ser correspondente a no mínimo 30 % do volume nominal do compartimento.

A inserção da sonda no compartimento do tanque deve ser realizada por meio de uma conexão livre da instalação de outros equipamentos. Na inexistência de conexões livres, deve ser dada preferência àquelas que comportam os tubos de sucção. Devem ser observadas as recomendações do fabricante do equipamento quanto ao tempo de repouso de pré-ensaio.

 

Quando o ensaio for executado em tanque com um ou mais compartimento, nenhum dos seus compartimentos pode receber descarga de produto ou ser usado para abastecimento, ou seja, o tanque deve ser colocado fora de operação durante o período do ensaio.

A duração do ensaio, no que se refere à obtenção dos dados, deve observar as recomendações do fabricante do equipamento de teste, considerando o tempo mínimo de 60 min; os técnicos responsáveis pela utilização do equipamento para realizar o ensaio devem ser treinados e credenciados pelo fabricante do equipamento para operar na realização do ensaio de estanqueidade.

A avaliação de desempenho do dispositivo deve ser comprovada por ensaio executado por laboratório que atenda à NBR ISO/IEC 17025. Para laboratórios não acreditados pelo Inmetro, recomenda-se utilizar o critério de avaliação de desempenho conforme estabelecido no Anexo A da Portaria Inmetro 118/2015 RGCP, atendidos todos os requisitos desta norma.

 O ensaio de estanqueidade de câmara de contenção deve ser feito na câmara de acesso à boca de visita (sump de tanque); na câmara de contenção sob a unidade de abastecimento (sump de bomba); na câmara de contenção da interligação da unidade de filtragem (sump de filtro); na câmara de contenção para emenda mecânica de interligação (sump de interligação); na câmara de contenção da descarga de combustível (spill de descarga); e na câmara de medição (spill de medição). Para ser verificada a estanqueidade do sump de tanque, este deve ser submetido ao ensaio de pressão negativa.

Quando for constatada uma não estanqueidade, deve ser realizado o ensaio hidrostático para se verificar se a não conformidade está limitada exclusivamente à vedação da tampa. O sump de tanque deve ser considerado estanque exclusivamente quando aprovado pelo ensaio de pressão negativa.

O ensaio do sump de tanque só deve ser realizado após o ensaio de estanqueidade descrito em 6.2.5 com resultado estanque, e com o interior do sump de tanque sem a presença de líquidos. O processo deve ser iniciado com uma inspeção visual da integridade das paredes do sump de tanque, bem como das tubulações e dos elementos de vedação conectados e instalados no sump de tanque.

A constatação da não conformidade do sump de tanque ou de algum dos componentes nele instalado ou conectado caracteriza a não estanqueidade do sump de tanque. Devem ser observados e previsto, antes da execução dos ensaios, a vedação de eletrodutos e o interstício das tubulações de contenção secundária que normalmente estão abertas para o interior do sump de tanque.

A vedação do interstício de tubulação de contenção secundária deve ser removida quando da conclusão dos ensaios. Para o ensaio de pressão negativa, deve-se ensaiar a estanqueidade do sump de tanque, submetendo-o a uma pressão negativa de 3 kPa (22 mmHg) por um período de 7 min após estabilização da pressão. Monitorar por meio de vacuômetro a eventual variação da pressão.

O sump de tanque deve ser considerado estanque se ao final do ensaio a pressão se mantiver inalterada.

Para o ensaio hidrostático, o procedimento consiste na colocação de água na câmara de contenção, até ultrapassar o nível do flange de vedação mais alto em no mínimo 15 cm, assegurando que todas as tubulações e elementos de vedação estejam submersos. O nível de água deve ser monitorado por um período mínimo de 30 min. O sump de tanque deve ser considerado aprovado no ensaio hidrostático quando, ao longo do período monitorado, o nível de água não tiver sofrido variação. Ao término do ensaio, o efluente gerado deve ser retirado, sendo reaproveitado ou destinado ao sistema de drenagem oleosa em vazão compatível.

 

 Para o ensaio de sump de bomba, sump de filtro e sump de interligação, o processo deve ser iniciado com uma inspeção visual da integridade do sump, bem como das tubulações e dos elementos de vedação conectados e instalados no sump. A constatação de não conformidade do sump, ou de algum componente nele instalado ou conectado, caracteriza a não estanqueidade do sump.

Devem ser observados e previstos, antes da execução dos ensaios, a vedação de eletrodutos e o interstício das tubulações de contenção secundária que normalmente estão abertas para o interior do sump. A vedação do interstício de tubulação de contenção secundária deve ser removida quando da conclusão dos ensaios. Deve ser realizado o ensaio hidrostático. O sump de bomba, sump de filtro ou o sump de interligação deve ser considerado estanque quando aprovado no ensaio hidrostático.

 

Para o ensaio do spill de descarga e spill de medição, o processo deve ser iniciado com uma inspeção visual da integridade do spill. A constatação da não conformidade caracteriza a não estanqueidade do spill. O procedimento de ensaio hidrostático consiste na colocação de água na câmara de contenção, até 3 cm abaixo do dispositivo de descarga selada.

O nível de água deve ser monitorado por um período mínimo de 30 min. O spill deve ser considerado aprovado no ensaio quando, ao longo do período monitorado, o nível de água não tiver sofrido variação. Ao término do ensaio, o efluente gerado deve ser retirado, sendo reaproveitado ou destinado ao sistema de drenagem oleosa em vazão compatível. Este ensaio não contempla a verificação da estanqueidade do dispositivo de descarga selada, inclusive de sua tampa, o qual deve ser verificado quando realizado o ensaio de estanqueidade.

Fonte: https://revistaadnormas.com.br/

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