Caixa Separadora Água e Óleo – Saiba por que é obrigatório em atividades automotivas

A atual concepção do tratamento e fiscalização de efluentes líquidos gerados em atividades automotivas (postos de abastecimento, garagens de ônibus, transportadoras de carga e outros estabelecimentos afins), adotada no Brasil, considera, de forma geral, apenas os sólidos e os óleos e graxas como poluentes relevantes resultantes das operações de manutenção, abastecimento, lavagem de veículos e limpeza de peças.

Nesse sentido, dispositivos denominados separadores água e óleo (SAO´s), em conjunto com caixas de areia, são empregados para a remoção dos sólidos e do óleo livre gerado nas operações supracitadas.

Os efluentes líquidos das atividades automotivas são gerados  pelas  operações  de  manutenção,  reparo,  lavagem, lubrificação, trocas de fluidos, abastecimento e estacionamento de veículos. De forma indireta, os efluentes também podem ser gerados pelo carreamento dos poluentes por águas pluviais, principalmente em áreas abertas de estacionamento, ou até mesmo pela lavagem de pisos em áreas cobertas.

Os principais poluentes  envolvidos  nas  atividades  automotivas  são  os  óleos  e  graxas, produtos coadjuvantes e as partículas e sólidos.

Embora este equipamento esteja presente na grande maioria das atividades automotivas como postos de combustíveis e concessionários de veículos, por exemplo, existem muitas dúvidas com relação a obrigatoriedade e, principalmente, quanto aos aspectos técnicos e de utilização.

Neste post apresentaremos as perguntas mais frequentes sobre este equipamento com objetivo de dirimir dúvidas e estimular o uso deste equipamento que é essencial para o meio ambiente.

O que é um separador água e óleo?

Os separadores de água a óleo são equipamentos baseados na gravidade que separam líquidos leves como óleos minerais, combustíveis e hidrocarbonetos e sólidos em suspensão da água poluída antes de serem descartados no sistema de esgoto. Líquidos leves (óleo) têm uma densidade específica menor que 1 (água). Os sólidos (lodo) têm uma densidade específica maior que 1.

Onde os separadores água e óleo devem ser utilizados?

Posto de combustíveis, área de estacionamento, pátio de caminhões, concessionária de veículos, oficina de automóveis, lavagem de carros, garagem de ônibus, hangar militar, instalações de armazenamento, corpo de Bombeiros, empresas que fazem limpeza de motores, oficinas mecânicas e recuperação de veículos, estações de transferência, fossas para tanques, estações de transformadores, aeroporto, agronegócio, distribuidoras de combustíveis, TRR, estação ferroviária, terminal de contêineres, e instalações industriais com risco de derramamento acidental de óleo

 

Por que preciso utilizar os separadores água e óleo no meu posto?

As leis ambientais municipais, estaduais e federais descrevem situações em que são necessários separadores de água e óleo. A legislação ajuda a minimizar a poluição da água e manter a água limpa para a sociedade e as gerações futuras.

A caixa separadora de água e óleo é uma exigência da lei. Segundo a Resolução Nº 273 de 29 de Novembro de 2000 publicada pelo CONAMA (Conselho Nacional do Meio Ambiente), toda instalação e sistema de armazenamento de derivados do petróleo (como é o caso dos postos de combustível) devem ter o sistema separador.

A limpeza e manutenção desses sistemas também deve ser feita periodicamente para garantir o seu bom funcionamento. A frequência da coleta dos resíduos vai depender de acordo com o sistema de operação de cada mecanismo separador. Os sólidos acumulados nas caixas devem ser retirados manualmente ou por meio de um sistema à vácuo.

Como os óleos são separados da água ?

Os separadores água – óleo empregam métodos físicos e trabalham por densidade, usando a tendência de o óleo flutuar na água. Uma gota de óleo com 100 micra (0,1 mm) sobe na água a uma velocidade de 1,5 cm/min, entretanto, uma gota de 20 micra, demora 2 horas para percorrer a mesma distância.

Para evitar que gotas menores sejam arrastadas pelo fluxo sem tratamento, se utilizam as placas  coalescentes que capturam as gotas e as agregam em gotas maiores com maior velocidade de ascensão. Usam-se, para este efeito materiais óleofílicos tipo colmeia corrugadas e outros recheios às quais as gotinhas de óleo aderem quando a água contaminada passa.

Como é feito o dimensionamento dos separadores de água e óleo?

O dimensionamento de um separador água – óleo levará em conta a qualidade da água efluente requerida, a vazão do efluente, a quantidade ou concentração de óleo no efluente, a densidade especifica dos produtos e a necessidade e quantidade de estocagem do óleo retido.

Os separadores de água e óleo podem ser utilizados em cozinhas industriais?

Não. O termo ‘óleo’ refere-se a derivados de hidrocarbonetos. A graxa produzida pela indústria de alimentos e as gorduras de origem animal e vegetal se comportam de maneira diferente do óleo, portanto, a graxa à base de cozinha requer um separador de graxa diferenciado.

Existem limitações para o uso de separadores de água e óleo ?              

Sim. Como regra geral, os separadores de água a óleo com base na gravidade não devem ser usados ​​com óleos que foram emulsificados, pois os separadores são incapazes de separar esses óleos.

Quais são os tipos de separadores de água é óleo ?

De acordo como órgãos regulamentadores existem três tipos de equipamentos, são eles :

  1. separador convencional – Unidades feitas em concreto e que na grande maioria dos casos são projetados e construídos sem critérios técnicos adequados, de forma empírica, com utilização de mão-de-obra não qualificada e não possuem nenhum tipo de certificação e cuja eficácia é duvidosa.

 

  1. separador de placas coalescentes – O diferencial deste tipo de separador em relação a outros modelos é a presença da placa coalescente. Esta técnica utiliza um meio coalescente oleofílico, isto é, facilidade em reter ou aderir ao óleo.
  1. separador API – Os separadores API, ou American Petroleum Institute, têm a aparência de um longo tanque séptico com placas paralelas instaladas em distanciamento estabelecido. A sua eficiência está vinculada ao seu desenvolvimento longitudinal. Do mesmo modo que os separadores convencionais, os separadores API possuem um sistema de sifonamento na saída e entrada do separador.

Como é composto o sistema utilizado em postos de combustíveis?

O sistema geralmente, composto da seguinte forma:

  1. Caixa retentora de areia: que retém os sólidos grosseiros e materiais sedimentáveis (como areia e lodo) provenientes dos chassis, rodas e lavagem de piso.
  2. Caixa separadora de óleo: que reduz a velocidade do fluxo e retém a maior parte do óleo.
  3. Caixa coletora de óleo: que recebe o óleo que vem da caixa separadora.
  4. Caixa de inspeção: onde a remoção do óleo pode ser verificada.

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Quem somos  – A CSMEPS – Câmara Setorial de Máquinas e Equipamentos para Postos de Serviços e Soluções de Abastecimento foi criada em abril de 2016 para dar foco em sistemas  de armazenamento, transferência, filtragem, abastecimento e controles de fluidos, em especial combustíveis e derivados, englobando empresas associadas à ABIMAQ que produzem máquinas e equipamentos para todos os segmentos desde Postos de Serviços, Distribuidoras de Combustíveis, Transportadoras, Grandes Consumidores, Portos e Aeroportos, Agronegócio e Pontos de Abastecimento em geral.

Escrito por Renato da Silveira – Professor, consultor e palestrante é fundador do Portal Brasil Postos e é especializado em estratégias de marketing digital e inbound marketing para o segmento de postos de combustíveis e lojas de conveniência.

Colaboração técnica de Márcio Pontes- Flexbimec Brasil.

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