Em 26/03 a Petrobras anunciou uma alteração na periodicidade do reajuste em suas refinarias para o diesel, antes o que podia alterar-se diariamente agora só deve ser alterado de quinze (15) em quinze dias. Passado nove dias após esta alteração, o que podemos esperar de reajuste para o combustível mais comercializado no Brasil?

O que precisa ficar claro, é que a opção de o reajuste ocorrer quinzenalmente no diesel já era algo previsto no mecanismo de hedge implantando na política de preços pela Petrobras no início deste ano de 2019. Este mecanismo econômico funciona como um seguro de custos para a Petrobras em tempos de grande volatilidade das cotações do barril do petróleo ou do dólar, ou seja, a estatal pode ficar sem reajustar o diesel em sua refinaria mesmo que o petróleo esteja acumulando altas sem ter prejuízos de custos com produção.

Entretanto, a Petrobras mesmo tendo a opção de implementar reajustes mais “espaçados” no diesel, seguiu uma linha de reajustes semanais neste ano até a data do anúncio da alteração da periodicidade.

Fato é que o petróleo está em um caminho de ascensão em suas cotações, impulsionado pelo pacto de corte de produção da organização dos países produtores de petróleo (OPEP), após o segundo semestre do ano de 2018 que trouxe queda acumulada de 16,69% nos preços do barril no mercado internacional. Isso fez com que os grandes países produtores de petróleo liderados pela Arábia Saudita, firmassem um novo pacto de corte de produção de petróleo o que vem resultando em queda de oferta para uma demanda que de certa forma se mantem estável.

A ação coordenada pela OPEP, já fez as cotações acumularem até a última sexta 05/04 aumentos de 27% e o caminho parece bem livre e favorável para mais valorização no barril neste ano de 2019.

O resultado do aumento das cotações do barril chegaram aos postos revendedores e empresas consumidoras do Brasil tanto na gasolina quanto no diesel, fruto da política de preços da Petrobras que acompanha variação do barril do petróleo e do cambio, e com isso, mais uma vez voltamos a ter a insatisfação dos caminhoneiros que ameaçaram retomar a onda de manifestações contra o governo, que rapidamente me parece “pediu” um favor a Petrobras para aumentar o tempo entre os reajustes do diesel, para quem sabe contar com a sorte do barril do petróleo acumular quedas e assim também mostrar uma ação efetiva para as reivindicações da categoria.

      Mas, e agora?

Agora meu caro leitor, temos o seguinte cenário econômico:

  •       Desde 26/03 o barril do petróleo (Brent) referência europeia, acumula alta de 8,23%.
  •       Na conversão do preço do barril em Reais (R$) considerando o último fechamento do dólar em 05/04, já temos alta acumulada de 14%.

Portanto, esta evidente que há uma perspectiva de aumento substancial para o diesel a ser aplicado pela Petrobras, e tudo indica que isso possa acontecer nesta semana de 08/04 a 13/04 período em que se acumulará os quinze dias após o ultimo reajuste ocorrido em 22/03, e tivemos uma prévia destes impactos com o último reajuste aplicado sobre a gasolina pela estatal em 05/04 de 5,61% ou R$ 0,1028/litro.

Exposto este cenário, acredito que o momento é de manter os estoques de diesel altos seja em sua empresa consumidora ou seu posto revendedor, e tentar ao máximo blindar o seu custo de aquisição. Mais importante ainda, quando o reajuste ocorrer na refinaria você deve ter critério com o repasse que será realizado pela distribuidora, é geralmente nesta etapa que ocorrem sobretaxações indevidas, e para isso a Valêncio Consultoria Combustíveis possui expertise para te auxiliar.

Entre em contato conosco e saiba mais sobre o trabalho que desenvolvemos para o segmento.

Qual a sua opinião sobre este possível aumento que esta por vir no diesel? Deixe seu comentário.

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