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Placa sem o preço do diesel e densímetro quebrado custam quase R$ 60 mil a posto
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Placa sem o preço do diesel e densímetro quebrado custam quase R$ 60 mil a posto 

Duas falhas simples e baratas de corrigir viraram penalidade de quase R$ 60 mil em Minas Gerais. O caso mostra o preço real de deixar a conformidade para depois.

O Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG) aplicou multa de quase R$ 60 mil a um posto de combustíveis em Bom Jesus do Amparo, na região Central do estado. A penalidade não veio de adulteração, sonegação ou fraude na bomba — veio de duas falhas simples, que qualquer gestor resolve em uma manhã.

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A primeira: durante a fiscalização, o órgão constatou que a placa de preços instalada na entrada do estabelecimento não informava o valor do litro do óleo diesel S500. A segunda: o densiômetro estava quebrado. O instrumento mede a densidade de líquidos e é usado nos testes de qualidade do combustível; pelas normas da ANP, precisa ser mantido em condições adequadas de uso.

A punição foi aplicada com base no Código de Defesa do Consumidor e nas normas da ANP, e cabe recurso. Segundo o MPMG, o consumidor tem direito a informações corretas, claras, precisas e ostensivas sobre os produtos comercializados — e o órgão recomenda que, antes de abastecer, o motorista verifique se os preços de todos os combustíveis estão na placa da entrada.

Duas falhas baratas, uma conta cara



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Vale fazer a conta do lado de quem opera. Atualizar a placa da entrada custa tempo de um funcionário. Um densiômetro novo custa uma fração de um dia de faturamento. Somadas, as duas providências sairiam por muito menos do que 1% da multa aplicada. É a definição prática de economia burra: deixar de gastar pouco para arriscar muito.

E é importante entender por que a fiscalização trata isso com seriedade. Placa incompleta e equipamento de teste quebrado não são formalidade: a primeira tira do consumidor a informação que ele precisa para escolher, e a segunda inutiliza justamente a ferramenta que comprova a qualidade do produto que você vende. Ou seja, o posto perde também a capacidade de se defender caso alguém questione o combustível.

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O detalhe que quase ninguém percebe: o acordo recusado

Há um trecho do caso que merece atenção de todo dono de posto. No curso do processo administrativo, a empresa apresentou defesa acompanhada de notas fiscais de compra e venda de combustíveis e demonstrativos financeiros. O Procon-MPMG então ofereceu a possibilidade de celebração de um Termo de Transação Administrativa — um acordo para encerrar a questão em condições negociadas.

A empresa manifestou interesse inicialmente, mas desistiu da negociação e apresentou alegações finais, que não foram acolhidas. O resultado foi a multa cheia. A lição de gestão é direta: quando a irregularidade é objetiva e está documentada na fiscalização, brigar até o fim raramente é a estratégia mais barata. Avaliar o acordo com assessoria jurídica, na hora certa, faz parte da gestão de risco.

A rotina de conformidade que evita esse tipo de multa

Nenhuma das duas falhas exigia investimento relevante — exigia rotina. E rotina se constrói com checagem periódica, não com boa intenção. Cinco pontos resolvem a maior parte do risco nessa frente:

  • Placa completa: todos os produtos vendidos precisam aparecer na placa da entrada, inclusive os de menor giro, como o diesel S500. Faltou um, virou infração.
  • Preço atualizado e legível: reajustou na bomba, reajusta na placa no mesmo momento. Divergir também é problema.
  • Kit de qualidade íntegro: densiômetro, proveta e termômetro em condições de uso, com substituição imediata do que quebrar.
  • Checklist semanal: alguém nomeado para conferir placa, equipamentos e amostra-testemunha, com registro simples de data e responsável.
  • Defesa organizada: se a autuação vier, tratar prazo e documentação com assessoria jurídica e avaliar acordo antes de partir para o embate.

A leitura da casa não muda: somos a favor do revendedor honesto e bem gerido. Mas ser honesto não basta se a conformidade visual e documental fica para depois — a fiscalização não mede intenção, mede o que está na pista no dia da visita. Conformidade barata hoje é o seguro mais rentável do setor. A reportagem acompanha os desdobramentos e atualizará conforme novos fatos.

Perguntas e respostas

Quais preços precisam estar na placa de preços do posto?

Todos os combustíveis comercializados pelo estabelecimento. Foi exatamente essa a falha apontada em Minas Gerais: a placa da entrada não trazia o valor do litro do óleo diesel S500, ainda que o produto fosse vendido no posto.

O posto é obrigado a ter densímetro em condições de uso?

Sim. O densímetro é o instrumento usado para medir a densidade dos líquidos nos testes de qualidade do combustível e, pelas normas da ANP, deve ser mantido em condições adequadas de funcionamento. Equipamento quebrado é infração.

Qual a multa por não informar o preço do combustível ao consumidor?

O valor varia conforme a gravidade, o porte da empresa e a vantagem obtida. No caso de Bom Jesus do Amparo (MG), o Procon-MPMG aplicou multa de quase R$ 60 mil somando a falha de informação e o equipamento fora de condições de uso.

O que é o Termo de Transação Administrativa do Procon?

É um acordo oferecido no curso do processo administrativo, que permite ao estabelecimento encerrar a questão em condições negociadas. No caso mineiro, a empresa chegou a manifestar interesse, mas desistiu da negociação, e suas alegações finais não foram acolhidas.

Cabe recurso da multa aplicada pelo Procon?

Sim. A decisão administrativa está sujeita a recurso. Isso não suspende a necessidade de regularizar as irregularidades apontadas na fiscalização.

Como o posto evita multa do Procon por placa de preços?

Conferindo, com rotina definida, se a placa da entrada exibe o preço de todos os produtos vendidos, com valores atualizados e legíveis, e se os equipamentos de teste de qualidade estão íntegros e em uso.

Fonte: Minaspetro (clipping), a partir de reportagem do BHAZ, com informações do Procon do Ministério Público de Minas Gerais (Procon-MPMG).
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