Além de cumprir a legislação, a inclusão de pessoas com deficiência pode ampliar o acesso a novos talentos, fortalecer a imagem do posto e desenvolver equipes mais engajadas.

A dificuldade para contratar profissionais é uma das maiores preocupações dos empresários do setor de combustíveis. Encontrar frentistas, operadores de loja de conveniência, caixas e colaboradores para a operação tornou-se um desafio frequente em praticamente todas as regiões do país.

Nesse cenário, muitos revendedores acabam deixando de considerar um público que pode representar uma excelente oportunidade para preencher vagas em aberto: as pessoas com deficiência (PCDs).

Mais do que atender a uma obrigação legal para empresas enquadradas na Lei de Cotas, investir na inclusão significa ampliar as possibilidades de recrutamento, fortalecer a cultura organizacional e demonstrar o compromisso do posto com a comunidade onde está inserido.

O setor já possui excelentes exemplos de inclusão

A contratação de pessoas com deficiência já faz parte da realidade de diversos postos de combustíveis brasileiros.

Recentemente, o Governo do Distrito Federal divulgou vagas exclusivas para frentistas destinadas a pessoas com deficiência, mostrando que a função pode ser desempenhada com segurança, eficiência e qualidade quando existe um processo adequado de recrutamento e integração.

O próprio Portal Brasil Postos já destacou essa realidade na matéria “Exemplo: posto de combustível investe na inclusão em São Sebastião”, que mostra como uma empresa transformou a inclusão em um diferencial competitivo, conquistando reconhecimento da comunidade e fortalecendo sua equipe.

Outro exemplo é o Projeto Cidadão Capaz, desenvolvido pelo especialista Ricardo Shimosakai, que há anos promove a inclusão profissional de pessoas com deficiência em postos de combustíveis, demonstrando que diversidade e produtividade podem caminhar juntas.

Essas iniciativas mostram que a inclusão deixou de ser apenas uma ação social para se tornar uma estratégia inteligente de gestão de pessoas.

Sua empresa pode estar obrigada a contratar PCDs

Um ponto que merece atenção é a Lei nº 8.213/1991, conhecida como Lei de Cotas.

Empresas com 100 ou mais colaboradores devem reservar entre 2% e 5% de suas vagas para pessoas com deficiência ou reabilitados da Previdência Social, conforme o tamanho do quadro de funcionários.

Embora muitos postos individuais não atinjam esse número, diversas redes de postos, grupos empresariais e operações que possuem lojas de conveniência, escritórios administrativos, centros de distribuição ou outras unidades podem estar enquadrados na legislação.

Vale a pena revisar periodicamente o quadro de colaboradores para verificar se a empresa está cumprindo a legislação e evitar riscos trabalhistas.

Uma oportunidade para reduzir a falta de mão de obra

A escassez de profissionais no setor exige que os empresários ampliem sua estratégia de recrutamento.

Enquanto muitos postos enfrentam dificuldades para contratar, milhares de pessoas com deficiência buscam uma oportunidade para ingressar ou retornar ao mercado de trabalho.

Dependendo do perfil do candidato e da função exercida, pequenas adaptações no ambiente de trabalho são suficientes para garantir segurança, produtividade e integração. Entre as funções que podem ser desempenhadas por profissionais PCD estão:

  • Frentista;
  • Operador de caixa;
  • Atendente de loja de conveniência;
  • Auxiliar administrativo;
  • Controle de estoque;
  • Atendimento ao cliente.

Mais do que preencher vagas, a inclusão contribui para formar equipes mais comprometidas e reduzir a rotatividade de colaboradores.

Inclusão fortalece a reputação do posto

Os consumidores valorizam cada vez mais empresas comprometidas com responsabilidade social.

Quando um posto investe na contratação de pessoas com deficiência, transmite uma mensagem de respeito, cidadania e valorização das pessoas.

Essa postura fortalece a imagem da empresa, aproxima o negócio da comunidade e demonstra que o posto está comprometido com o desenvolvimento social da região onde atua.

A liderança faz toda a diferença

Contratar pessoas com deficiência é apenas o primeiro passo. O sucesso da inclusão depende da preparação dos gestores e da cultura organizacional.

Gerentes, líderes de pista e supervisores precisam estar preparados para desenvolver equipes diversas, promover um ambiente respeitoso, estimular a colaboração e conduzir pessoas com diferentes perfis.

Por isso, investir na formação das lideranças é fundamental.

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Conclusão

Em um mercado que enfrenta dificuldades para contratar profissionais, ampliar o olhar para a inclusão pode representar uma excelente oportunidade para fortalecer as equipes e atender às exigências legais.

Empresas que valorizam a diversidade constroem ambientes de trabalho mais saudáveis, fortalecem sua reputação junto à comunidade e desenvolvem equipes mais preparadas para os desafios do futuro.

Mais do que cumprir uma obrigação legal, contratar pessoas com deficiência é investir em pessoas, em desenvolvimento e na sustentabilidade do negócio.

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