A cada dez lojas de conveniência que entro me surpreendendo com pelo menos três. Incrível como o nosso mercado está borbulhando e a criatividade está em alta, caros leitores!

A sucessão natural dos herdeiros do negócio vem acontecendo e junto com ela a inspiração e vocação para o Biz.

Desde lojas psicodélicas com som e DJs, até mix de produtos extremamente bem montados, coerentes e contemporâneos.

 

E é neste embalo que hoje vamos falar sobre mix de produtos fundamentais para o sucesso da sua conveniência.

Qual o melhor produto a escolher? Qual marca? Como posicionar? Como agradar o cliente? Neste universo competitivo, a cada dia, um produto novo é lançado, ou copiado pela concorrência.

Vale lembrar que a média nacional da loja de conveniência é de 45 a 60 m2. Portanto, escolher bem o mix é essencial, pois potencializa os ganhos.

Ainda recomendo que o Revendedor procure consultorias, que façam estudos de público-alvo, identificando o perfil e o tipo de consumidor que frequenta sua loja.

Outro método, que é fácil e ajuda a reconhecer a necessidade dos clientes, é apenas deixar um caderno com uma caneta no Caixa e anotar o que normalmente não encontram.

Estudos feitos em algumas lojas, onde prestei consultoria, identificam essa necessidade. Desde pilhas para controles de portões, até comida enlatada para caminhoneiros. Local e região indicam o mix de produtos.

A permeabilidade e o local exatos para se colocar um produto podem elevar ao aumento do ticket médio.

Em entrevista exclusiva com Marcelo Silva, arquiteto com mais de 40 anos de experiência, tendo boa parte de sua carreira exclusiva para o segmento petróleo e varejo ele afirma:”a falta de um arquiteto experiente em varejo onera a operação do negócio, pelo simples fato da falta de planejamento adequado para a instalação de equipamentos, utensílios, mobiliários etc.” O dia á dia da loja está comprometido, além de termos uma perda de tempo e dinheiro desnecessária.

Em outro case de sucesso de consultoria, recordo que iniciamos um projeto de uma  loja padrão de uma grande companhia e chegamos à conclusão, junto ao Revendedor, que o disposição comercial acordada entre a companhia e seus fornecedores não era coerente. Brigamos pela mudança de lugar das geladeiras de bebidas para que estivessem acomodadas próximas à padaria, incentivando assim a venda casada, ou por impulso.

Refizemos toda a nova cadeia de suppliers (fornecedores) para a padaria,  inclusive para a linha de pães, adicionamos ainda no mix: requeijão,  manteiga, ovos, bacon, geléias de frutas e outras delícias.

No modelo antigo, o cliente simplesmente entrava na loja pegava uma bebida e não enxergava a presença de uma padaria. Tendo em vista que 60% da venda de uma loja de conveniência são bebidas, não tinha o porquê de estar tão longe.

O projeto de permeabilidade foi mal executado e a inexperiência do Revendedor no caso era uma bomba relógio prestes a explodir.

Vale recordar que a companhia detém a teoria, porém se esquece da prática que tanto falta faz.

Com a mudança do negócio no segmento de petróleo, e tendo em vista que a pior parte da cadeia do Biz  é a revenda de combustíveis, a companhia há décadas abandonou o barco e perdeu a noção de operação conjunta entre loja e pista.

Deixando um vazio para a revenda. Principalmente para aquele Revendedor, que não evoluiu. Durante as décadas de 70 e 80, eram de seis a oito itens na pista. Hoje, uma loja padrão possui até 2.500 itens.

Segue algumas dicas do Chef Borba para melhorar as gôndolas e o mix de suas geladeiras e bombonieres.

Ao adentrar na loja, a parte mais nobre, o  crème de la crème, é a ponta das gôndolas, onde se deve destinar os produtos de alto giro: batatas chips, Doritos, caixas de bombons e outros itens.Batalhe junto ao seu fornecedor e faça com que ele mereça aquele lugar ao Sol, fornecendo trocas, bonificações etc.

Outro lugar nobre é aquele corredor que leva aos caixas eletrônicos. Reserve para produtos de ponta e que estejam na moda nos canais de propagandas, assediando loucamente o seu cliente. Lembra daquela propaganda: “Compre batom! Compre batom! Compre batom!” No caso, comercial da Garoto. Assim, tem que estar na bomboniere. Uma boa bomboniere e obrigatório tendo em vista que representa uma bela fatia do faturamento diversidade de balas, drops, chocolates,bombom ect.

Parcerias para gerar promoção sempre são bem vindas .

Veja por está perspectiva,  já que não temos muito espaço dentro da loja convencional para expor nossas mercadorias,  a escolha de marcas principais e que possam ter alto valor de margem agregada são as que devem ser privilegiadas.

Enquanto se vende uma bolacha recheada de alta qualidade por R$7,00 com 60% de Mark up,  a inferior sai a  R$2,50 e  ambas ocupam o mesmo espaço dentro da loja.

 

Produtos infantis (snacks, por exemplo), obrigatoriamente, devem estar ao alcance e aos olhos dos pequenos consumidores.  Aquele brinquedinho maneiro no check-out,  bem posicionado na hora da saída e  no campo de visão da criança, garante aquele escândalo básico que nenhum papai ou mamãe resiste. É venda na certa!

Para os beberrões de plantão: amendoins, castanha de caju, salgadinhos de adultos próximos às geladeiras de cervejas.

Outra boa pedida,  em minha opinião e que tem tudo a ver com lojas de conveniência,  são os produtos importados. Atualmente, o mercado dispõe de fornecedores com muita mais facilidade e qualidade. O produto importado traz a sensação, que na gastronomia chamamos de comfort-food: comida que nos remete às boas lembranças.

No caso do cliente, aquele pacotinho de chicletes, ou balas pode trazer memórias daquela viagem internacional paga com sacrifício e suor; até mesmo para aquele que nunca viajou,  pode parar por alguns instantes e provar algo novo.

Acreditem se quiser. Tive o imenso prazer de provar o menu degustação de Alex Atala, proprietário do Dom – estrela Michelin, eleito um dos melhores restaurantes do mundo. No evento, pratos após  pratos foram servidos e no fim,  junto ao chá, três deliciosas unidades de Dadinho. Achei o máximo!

Ainda na linha de raciocínio de comfort food. Lembre-se de produtos, que marcaram épocas e que voltaram numa forma retro: Tubaína, Chocolate Lolo e alguns itens da linha Pan.

Na parte do mix geladeiras bem desenhadas: hidrotônicos, isotônicos refrigerantes, sucos e águas devem ser bem divididos

Assim como a parte de bebidas alcoólicas sortidas e com bastante diversidade como falamos em matéria anterior .

Salgados sempre com aspecto de fresh food (fresco).

Não se esqueça de ter algo de comida Fit.

Outra dica é evitar produtos ambíguos, que gerariam notas excessivas e lançamentos exaustivos. Na hora da compra siga este padrão. Por exemplo: chocolates grandes, médios, e pequenos. Escolha sempre o grande, exclua o  intermediário e vá para o pequeno. Dessa forma, o  nosso querido Caixa  ou background de escritório não lança errado a mercadoria quando não utiliza o leitor óptico e não traz prejuízo desnecessário.

Faça com que seu  Comprador facilite o controle da loja. Utilize métodos peps(primeiro que entra primeiro que sai) para garantir um melhor controle da validade do mix de produtos.

Última dica sempre produtos faceados para o cliente grandes empresas gastam rios de dinheiro em marketing para ocasionar a venda.

Um grande abraço do Chef Borba.

     

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Se você se interessa por informações do segmento de loja de conveniência acesse a Categoria Loja de Conveniência do Blog Brasil Postos.

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