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Buc-ee’s abre 15 unidades gigantes nos EUA: o que o dono de posto pode aprender
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Buc-ee’s abre 15 unidades gigantes nos EUA: o que o dono de posto pode aprender 

Rede americana opera lojas de até 7 mil m² com 120 bombas e faz da conveniência sua principal fonte de receita — não o combustível.

A Buc-ee’s, rede americana de lojas de conveniência em postos de combustíveis, anunciou a abertura de 15 novas unidades nos Estados Unidos, com lojas de até 7 mil metros quadrados. A companhia opera atualmente 56 unidades no país e é conhecida por uma proposta radicalmente diferente do posto convencional: a loja de conveniência é o produto principal, e o combustível é o atrativo para trazer o cliente até a porta.

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As novas unidades seguem o padrão Buc-ee’s: dezenas de bicos de abastecimento (algumas unidades chegam a 120), banheiros considerados modelo do setor, food service extenso, área de produtos regionais e gourmet, e um ticket médio de conveniência muito acima do padrão da concorrência. O nome em inglês já diz tudo: o mascote é um castor, e “buc-ee’s” virou sinônimo de parada obrigatória nas rodovias americanas.

O modelo que inverte a equação do posto


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No modelo tradicional brasileiro, o combustível é o produto e a conveniência é o complemento. Na Buc-ee’s, a lógica é inversa: o combustível é o motivo da parada, e a conveniência é onde a margem está. Em mercados onde a competição por centavos no preço do combustível corrói a rentabilidade, esse modelo oferece uma saída.

Os números ajudam a entender: enquanto a margem bruta no combustível costuma gicar entre 4% e 8% no Brasil, uma loja de conveniência bem gerida pode operar com margens de 30% a 50% em determinadas categorias. Volume alto de passagem + loja que retém o cliente por mais tempo = resultado muito melhor por metro quadrado.

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O que o revendedor brasileiro pode adaptar

Não é realista replicar uma operação de 7 mil m² em um posto típico. Mas o princípio de gestão é aplicável em qualquer escala. A Buc-ee's é extremamente disciplinada em três variáveis: limpeza (os banheiros são referência nacional nos EUA), atendimento e mix de produtos com identidade própria. Essas três variáveis não dependem de tamanho — dependem de cultura operacional.

Para o revendedor brasileiro, a lição prática é simples: quanto do faturamento da sua loja de conveniência é explicado pela localização do posto, e quanto é explicado pela qualidade do atendimento e do mix que você oferece? A diferença entre esses dois fatores é a margem que você está deixando na mesa.

Fonte: NDMais — Yasmin Mior (25/06/2026)  |  Ler matéria original

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