Muitos acreditam que os smartphones tem transformado os consumidores em indivíduos dispersos e sem atenção, pode até parecer isso, mas a verdade é que eles estão atentos demais a outras coisas que não o seu produto ou serviço.

Neste artigo abordo um pouco da relação inteligência de consumo x estratégias de mercado.

Antes abro um parêntese para me apresentar oficialmente como mais novo colunista do PORTAL E ACADEMIA BRASIL POSTOS.

Sou administrador de empresas e estudioso da área da psicologia que trata do comportamento do consumidor.
Uma das áreas mais evoluídas com os últimos estudos. Desde a psicologia positivista, passando pelas bases biológicas do comportamento do consumidor até os transtornos causados pelo consumo excessivo.
Meu mais recente trabalho é uma dissertação de mestrado que traça o passo a passo do processo de escolha do consumidor para decidir em que posto de combustível ele vai abastecer, em breve um livro numa linguagem bem simples para se pôr em prática.

Na minha carreira tenho passagens por grandes empresas de produtos e serviços como a Janiking e Ambev. Atuo no mercado de combustíveis há quase 15 anos e tenho uma verdadeira paixão por logística e abastecimento.

Busco levar conteúdo de relevância para o público através do CANAL DO ERREJOTA no Youtube, que é voltado para comentar assuntos atuais sobre logística, comportamento e consumo.

E, agora, a partir da coluna no Portal Brasil postos vou contribuir para o aprendizado especializado sobre aquele que move nosso negócio e movimenta todo nosso mercado: O CONSUMIDOR.

 

+++ LEIA TAMBÉM : Você conhece o seu cliente, o seu consumidor?

Nos últimos tempos o indivíduo tem consumido mais informações que qualquer outro produto que se possa imaginar. Todos os dias são bombardeados de todos os lados com informações e dados que são lançados de todo jeito no mundo dele sem uma possibilidade real de filtrar aquilo que interessa de verdade. Em meio a esse caos de informações está a sua empresa tentando competir a atenção do cliente com diversas outras distrações, com uma desvantagem competitiva para você: ELE CARREGA TODOS OS SEUS CONCORRENTES NA PALMA DA SUA MÃO.

Mas alguém pode afirmar: ELE NÃO COMPRA COMBUSTÍVEL PELO CELULAR! Verdade, ainda não compra, mas logo essa realidade será transformada.

Mas o tema do artigo de hoje é falar sobre a questão de INTELIGENCIA DE CONSUMO, e o empresário precisa entender que seu concorrente atual não é apenas a empresa que vende o mesmo produto que o seu. Parece estranho isso, mas a verdade é que o consumidor disperso consome menos. Sua atenção está voltada para outras coisas e não é uma sequência de frases feitas e personalizadas no atendimento que podem reverter essa atenção e identificar essa questão pode ser crucial para transformar a experiência do cliente em magnifica no seu negócio.

Há pouco tempo a NETFLIX declarou quem ela considerava seu principal concorrente, interessante que se pode achar um monte de nomes, mas pasmem que a própria empresa considera: “Netflix revela que sua maior ameaça é… Fortnite”.

Uma empresa de filmes e streaming identifica e potencializa aqueles que podem tirar a atenção do seu consumidor e assim diminuir o consumo do seu produto ou serviço, lembra que foi falado no início do artigo: “a verdade é que eles estão atentos demais a outras coisas que não o seu produto ou serviço”. Isso mesmo, o consumidor atento a outros assuntos diminui o consumo do seu produto. 

No momento em que a empresa está desenvolvendo as estratégias de mercado é importante colocar em pauta a INTELIGENCIA DE CONSUMO. Já percebeu que todos estão interessados no seu cliente, menos você? Todos querem saber onde ele anda, o que gosta de comprar, quais seus desejos e anseios.

Então lá vem pesquisa, aplicativos de pagamentos, clube de vantagens e fidelização a todo custo. Mas dentro de sua estratégia o que está sendo desenvolvido para conhecer, entender e atender o seu consumidor?

Quais os parâmetros de entendimento do seu cliente você tem traçado?

Seu cliente foi bem atendido? Ele retornou? Ele comprou mais ou menos?

Ele mudou o produto?

Outra pessoa veio consumir no mesmo veículo que ele? Por quê?

Ele sumiu? Não sabe? 

Diversas empresas estão entrando na era digital e essa era não está relacionada a ter os processos em computadores e sistemas, e sim de se desenvolver inteligência de consumo junto as estratégias de mercado para que seu negócio possa se tornar mais preditivo e assertivo em relação ao seu consumidor.

Como dica assista O DILEMA DAS REDES, documentário que está no Netflix e aborda a questão de como as empresas estão avançadas em conhecer seu consumidor e tentar prever suas ações. O documentário é bem partidário tentando transformar as redes sociais em vilãs, por isso recomendo que assistam com olhar crítico tentando absorver toda a parte funcional das redes. É valiosíssimo.

Essa era do posto de gasolina que abre as portas e começa a vender gasolina e outros indiscriminadamente sem um foco específico e sem a abordagem necessária para atrair a atenção do consumidor está acabando e se você segue essa linha vai ficar para trás.

As tecnologias estão avançando e o nível de atenção e intenção do consumidor dobrou.

Como diz o ditado popular: “Ou você faz poeira ou é coberto por ela”.

Não se pode simplesmente ignorar o consumidor e achar que por uma privilegiada localização do seu posto você terá sempre consumidores, se isso é seu maior diferencial, quando o delivery de combustíveis for uma realidade esse aspecto cairá por terra.

Não se trata só de produtos e serviços e sim da atenção do cliente e esta exige muito esforço para se ter. Lembrando o que foi abordado nos artigos anteriores veja a importância de entender que o CONSUMO SECUNDÁRIO já é uma desvantagem competitiva quando se trata de estratégia de vendas, por isso o processo de transformar a experiência do consumidor em excelente terá esforço dobrado.

Convido o leitor a conhecer o CANAL DO ERRJOTA no Youtube para explorar este e outros temas relacionados a logística, comportamento e consumo.

+++ LEIA OUTRO ARTIGO DO AUTOR: CONSUMO SECUNDÁRIO: O desafio de se vender o que não se vê.

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