Resumo
ToggleLuiz Guilherme Ferraz, de 36 anos, aprendeu a tocar sozinho e hoje dá aulas de graça. “Achava que era uma coisa impossível para mim”, conta.
A trilha sonora que embala as manhãs de quem frequenta um posto de combustíveis na Zona Sul de Porto Alegre tem sido de música popular, mas tocada com um instrumento clássico – e por um frentista.

O músico é Luiz Guilherme Ferraz, de 36 anos, que recebeu a visita do repórter Alberi Neto, da RBS TV, no começo do expediente desta quarta-feira (8), interessado em conhecer a história do artista.
Ferraz chamou a atenção porque leva o violino para o trabalho e toca entre um atendimento e outro. Com o instrumento, que dá a primeira impressão de ser apropriado somente para música clássica, toca do funk ao pagode, passando pela MPB (ouça no vídeo acima).
Pode parecer que Ferraz quer se exibir com o violino, mas a ideia dele em levar o violino para qualquer lugar para onde vá é outra: a de inspirar.
Há oito anos, ele começou a tocar violino e, antes do trabalho como frentista, era vendedor de livros, principalmente didáticos, que são comercializados em escolas, onde o público são estudantes. Ele lembra que, em uma feira de livros em uma instituição de ensino, um grupo de alunos se interessou pelo violino e Ferraz deixou que eles mexessem, tocassem e experimentassem. Um desses estudantes se interessou mais que os outros e aprendeu a tocar.
“No ano seguinte, eu voltei naquela escola para mais uma feira e esse aluno veio até mim com um violino. Disse que tinha aprendido a tocar porque se interessou depois daquele dia. Ele tava tocando muito bem, até Despacito ele tocava”, lembra, feliz, Ferraz.
Aprendizado
Ferraz aprendeu a tocar sozinho em casa, assistindo a vídeos e lendo a respeito na internet, depois que se interessou pelo instrumento. Houve pessoas, no entanto, que ajudaram ele a melhorar e, agora, ele quer retribuir.
As oficinas ocorrem na Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), onde há um Núcleo Cultural. Lá, Ferraz, como ele diz, ajuda futuros violinistas a “não cometerem os erros” que ele cometeu no aprendizado.
Sobre fazer da música profissão, Ferraz responde que já perguntaram a ele algumas vezes sobre sobre isso.
“Fazer evento, casamento, aniversário, mas, para mim, a música é um hobby, é uma terapia alternativa que eu faço, que me dá prazer, que vale mais do que qualquer dinheiro”, conta.
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