Como estão as caixas separadoras de água e óleo do seu posto?Responsáveis pela retenção das impurezas da água que vai ser descartada na rede pública de esgoto, sua limpeza e manutenção são fundamentais. 

Seja a água usada na limpeza de uma pequena quantidade de combustível derramada na pista, a de um  respingo na troca de óleo ou aquela proveniente do lava-rápido, o destino  é sempre o mesmo:  antes de ser lançada à rede de esgotos, a água cheia de impurezas  passa por uma  caixa de inspeção que, como o próprio nome diz,  tem a função de separar a água do óleo.  Enquanto a  água segue  para rede coletora de esgoto já tratada, o óleo acaba segregado em reservatório específico do sistema para posterior destinação correta.

Geralmente formado por uma caixa de areia – que  irá reter o material mais pesado – pela caixa separadora e  pela caixa coletora – depósito que recebe o óleo que vem da caixa separadora –,  o sistema é fundamental para a proteção ambiental e prevenção da contaminação do solo na área do posto, e, precisa de limpeza e manutenção constantes para que  continue trabalhando com eficiência.

Inspeção a seco

  É comum que o serviço seja realizado por empresas licenciadas para tal, no entanto, no  caso de ausência de uma empresa certificada que execute a limpeza da caixa separadora, o primeiro passo para verificação das condições de instalação é a inspeção  completa a seco, quando são localizadas as tubulações e acessórios, inclusive, para um  teste  hidráulico e mecânico que vai verificar o sistema quanto à sua estanqueidade.

A limpeza efetiva do sistema vai depender de seu dimensionamento e uso.  Fabricantes orientam para que a caixa de areia seja limpa quando o volume de sólidos sedimentados atingir a metade de seu volume útil.  Já a remoção do óleo poderá ser feita pelo  dispositivo de drenagem próprio,  cujo resíduo deverá ser descartado para a reciclagem,  conforme determina a legislação em vigor.

Os especialistas orientam também que não se deve usar detergentes para limpeza nos  locais cuja drenagem esteja direcionada para as caixas separadoras.  Neste caso, é  recomendável o uso de produtos desengraxantes não agressivos ao meio ambiente.

E,  para que a inspeção seja facilitada, as tampas devem ser removíveis e de fácil  acesso. Por isso, é importante atender a esse requisito no momento da instalação do  sistema, preferindo locais distantes de tráfego intenso e de escoamento de águas pluviais,  além  de promover desníveis de modo a aproveitar a ação da gravidade para escoamento.

Importante ressaltar que, mesmo participando do Programa Jogue Limpo,  onde uma empresa contratada faz o recolhe das embalagens plásticas usadas, o revendedor não está isento de dar a destinação final dos demais resíduos,  dentre eles,  o da caixa separadora.

Fonte: Posto de Observação

Por Denise de Almeida

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