
A partir do dia 19 de fevereiro, as companhias distribuidoras terão que fornecer ao posto o envelope de segurança e o frasco para coleta da amostra-testemunha. A medida facilitará muito o dia a dia do revendedor que adota o teste de qualidade como garantia do produto vendido. O número do envelope de segurança da amostra deverá, inclusive, ser indicado na documentação fiscal referente ao produto.
Assim, mesmo com a edição da nova Resolução 44, da ANP, publicada no Diário Oficial da União de 20 de novembro do ano passado, que mantém como facultativa a coleta e guarda do combustível entregue pelas distribuidoras, Postos & Serviços traz um passo a passo completo para que os associados incluam a rotina dos testes no Ano-Novo.

Curso Gerente PRO · Certificado MEC
Forme um líder que engaja a equipe e resolve problemas
Desenvolva liderança, comunicação e gestão de pessoas para construir uma equipe mais autônoma, produtiva e comprometida com o resultado.
12 módulos · 56 aulas · materiais práticos
Lembre-se que a não apresentação das amostras-testemunha em uma eventual fiscalização transferirá para o revendedor varejista a responsabilidade exclusiva pela qualidade do combustível. “Mesmo que a adulteração ou não conformidade tenha ocorrido nas mãos da distribuidora, será o posto o único culpado”, explica José Camargo Hernandes, presidente do Resan.
O processo de teste e coleta do produto como garantia da idoneidade do posto ganhou ainda mais fidelidade. Isso porque o formulário existente na parte externa do envelope de segurança da amostra-testemunha também será preenchido com o nome e a assinatura do responsável pelo fornecimento (funcionário da companhia). “Muitos de nós trabalham com uma única distribuidora há anos e são fiéis às marcas. Mas, lembre-se que a não conformidade não é necessariamente uma fraude. Aliás, esses casos são exceção. Há casos de erros derivados de falha humana. Por trás de toda tecnologia há pessoas operando equipamentos e são elas que podem cometer erros que, se constatados pelos fiscais, podem resultar no fechamento do posto”. Nesses casos, a amostra é a garantia de que o posto não foi responsável pela existência de maior quantidade de álcool na gasolina, por exemplo.
O que observar
1- As amostras-testemunhas deverão ser coletadas na presença do distribuidor, ou preposto, de cada compartimento do caminhão-tanque, devendo todos os envolvidos no procedimento assinar o formulário impresso na parte externa do envelope de segurança da amostra-testemunha.
Inteligência artificial para postos
Menos tempo na escala. Mais tempo na gestão.
A escala dos seus frentistas pronta em segundos.
Crie escalas semanais, mensais ou anuais automaticamente, considerando as regras e a demanda da sua operação.
2- Os resultados das análises da qualidade deverão ser anotados no formulário denominado Registro de Análise da Qualidade (RAQ).
3- O revendedor poderá não efetuar a análise dos combustíveis recebidos. Dessa forma, o RAQ deverá, obrigatoriamente, ser preenchido com os dados enviados pela companhia, assumindo o revendedor a responsabilidade dos dados da qualidade do produto.
4- No caso de recebimento de gasolina em que o posto tenha optado pela não realização da análise, ele deverá usar a informação dada pela distribuidora sobre o teor de álcool etílico anidro combustível – AEAC contido na gasolina de modo que possa ser transcrito no RAQ.
5- O posto deve manter, obrigatoriamente, os relatórios do RAQ correspondentes ao recebimento de combustível dos últimos seis meses.
6- Em caso de não conformidade, o posto deve negar o recebimento do produto e comunicar o fato ao Centro de Relações com o Consumidor da ANP, no prazo máximo de 24 (vinte e quatro) horas. Serão pedidos pela Agência o tipo de combustível, a data da ocorrência, o número e data de emissão da Nota Fiscal e o CNPJ da companhia emitente da nota.
TODO CUIDADO É POUCO
Depois de verificado se os compartimentos de entrada e saída, bocais de entrada ou escotilha superior e válvulas dos bocais de descarga do caminhão-tanque estão devidamente lacrados, faça a conferência da numeração dos lacres. Só então o funcionário responsável pelo recebimento do produto deve coletar a amostra de dentro do tanque. A resolução determina que o procedimento seja feito pelo funcionário da companhia (motorista) na presença do representante do posto. Para analisar o combustível, a ANP determina a retirada de, aproximadamente, 10 litros do produto em balde apropriado e limpo.
GASOLINA
ASPECTO VISUAL
Colete um litro de amostra da gasolina na proveta de 1.000 ml (1 litro), colocando-a em uma superfície plana, protegida do sol e correntes de ar, observando se o produto está límpido e isento de material em suspensão.
TEOR DE ÁLCOOL
1 Numa proveta de 100 ml com rolha de vidro esmerilhada (graduada com divisões de 1 ml) coloque 50 ml de gasolina e mais 50 ml de água destilada (solução de água com 100 gramas de sal por litro). Utilize superfície plana para verificar o nível exato dos produtos. Qualquer mililitro a mais irá alterar o resultado final.
2 Vede o frasco.
3 Em movimentos leves, movimente a proveta seguidas vezes de cabeça para baixo (repetir por pelo menos 10 vezes), para misturar as fases.
4 Depois deixa descansar por 15 minutos ou até a separação completa das duas camadas. A primeira coisa que será observada é se a gasolina vai para a parte superior da proveta e a solução para baixo.
5 O volume referente à parte incolor da mistura vai aumentar. É que o álcool que estava na gasolina será diluído na solução de aquosa. A diferença entre a quantidade inicial de água e o resultado final indica a quantidade de álcool na mistura. Atualmente, a gasolina C possui 25% de etanol, sendo que a margem de erro é de 1% para mais ou para menos.
6 Nesse teste, a parte que contém a água e o etanol atingiu 62 ml. A diferença entre a quantidade inicial de álcool é de 12 ml, que deve ser multiplicado por 2 e acrescido de +1.
RESULTADO
24% +1 = 25% de etanol anidro misturado à gasolina. Como a especificação atual da ANP permite uma mistura entre 24% e 26%, o produto está aprovado.
PASSO A PASSO
1) Volume Inicial de gasolina foi de 50 ml.
2) Volume Inicial de água foi de 50 ml.
3) Volume final da mistura da água mais o álcool anidro vai ser de 62 ml a 63 ml
4) Volume final da Gasolina vai ser de 37 ml a 38 ml.
5) Diferença entre o volume inicial e o final de água vai ser de mais 12 ml a 13 ml.
6) Multiplicando a diferença por 2, obteremos resultado entre 24 e 26 ml de álcool, atual especificação permitida (25% + ou – 1% de anidro na mistura).
Além das duas provetas de um litro cada e de uma terceira de 100 ml, tenha densímetros para óleos minerais de 0,700 a 0,750 ou 0,750 a 0,800 e um termômetro de 0 a 50º C. A água destilada deve ficar num frasco com
conta-gotas para facilitar a adição exata do produto.
DENSIDADE
RELATIVA
1 Coloque o densímetro na proveta, até que ele flutue livremente, sem encostar nas paredes. A leitura é feita sem retirá-lo do interior do recipiente e do contato com o produto.
2 Coloque o termômetro na gasolina de modo que o mercúrio fique totalmente imerso no produto, deixando-o em contato por 2 minutos.
3 Nesse teste, os resultados foram de 0,737 para densidade e 26º C para a temperatura.
Exemplo: Com a densidade a 0,737 e temperatura de 26º C anotadas na planilha, o próximo passo será fazer a conversão a 20º C. Procure o valor 0,737 na coluna da tabela “Densidade Observada” e o resultado correspondente à “Temperatura Observada” de 26º.
4 A conversão encontrada na tabela foi de 0,7418, que estava dentro do estabelecido pelo boletim da companhia, que traz as especificações do produto. A diferença entre os dados coletados e o informado pela distribuidora não poderá nunca ser maior ou menor do que 0,003.
Observação: As distribuidoras são obrigadas a informar na Nota Fiscal do produto o valor da densidade relativa da gasolina comercializada.
Kit obrigatório (para todos combustíveis):
. Proveta de 1 litro limpa e seca;
. Proveta de vidro de 100ml graduada em subdivisões de 1ml com boca esmerilhada e tampa;
. Densímetro de vidro para álcool, escala 0,750-0,800g/mL e 0,800-0,850g/mL, ou 0,770 -0,820g/mL, menor divisão de 0,0005g/mL;
. Densímetros de vidro escala 0,700-0,750g/mL e 0,750-0,800g/mL para gasolina e 0,800g/mL a 0,850g/mL e 0,850g/mL a 0,900g/mL para óleo diesel, com menor divisão de 0,0005g/mL;
. Termômetro de imersão total, aprovado pelo INMETRO segundo Portarias nº 3 de 10 de janeiro de 2002 e nº 245 de 17 de outubro de 2000, com escala de -10ºC a 50ºC e subdivisões de 0,2ºC ou 0,5ºC;
. Termômetro de imersão total, tipo “I” aprovado pelo INMETRO segundo a Portaria nº 71 de 28 de abril de 2003, com escala de -10ºC a 50ºC e subdivisões de 0,2ºC ou 0,5ºC;
. Solução aquosa de cloreto de sódio a 10% peso/volume (100g de sal para cada litro de solução).
. Tabelas de massa específica reduzida e de teor alcoólico.
. Tabela de correção das densidades e dos volumes para os derivados de petróleo.
ÁLCOOL ASPECTO VISUAL
Colete um litro de amostra do álcool na proveta de 1.000 ml (1 litro), colocando-a em uma superfície plana, protegida do sol e correntes de ar, observando se o produto está límpido e sem partículas em suspensão.
TEOR ALCOÓLICO / MASSA ESPECÍFICA
1 Faça a leitura sem retirar o instrumento da proveta. A densidade admitida no álcool está entre 0,8076 a 0,8110 de Massa Específica e o Teor Alcoólico está entre 92,6 a 93,8. Na amostra colhida, o resultado encontrado para a densidade foi de 0,805.
Observação: Não é aconselhável efetuar o arredondamento na leitura da densidade, pois a correção poderá coincidir com os níveis máximos e mínimos permitidos, o que determina que o produto poderá estar fora das
especificações.
2 Colocar o termômetro no álcool de modo que o mercúrio fique totalmente imerso no produto, deixando-o por dois minutos, no mínimo. A leitura deve ser feita sem a retirada do termômetro da proveta e com
precisão de 0,5º C. No nosso teste, a temperatura encontrada foi de 26º C. Exemplo: Com a densidade do álcool a 0,805, e com a temperatura de 26º C, qual será o Teor Alcoólico?
– Procure na tabela a coluna correspondente à temperatura encontrada de 26º C e localize o valor 0,805 achado para a Massa Específica. Na coluna da direita, na mesma linha da Massa Específica encontrada está indicado
o Teor Alcoólico que será de 92,9º INPM ou porcentagem em peso.
– Portanto, o produto estará dentro das especificações, já que o mínimo do teor alcoólico permitido seria de 92,6º INPM e máximo de 93,8º INPM.
Observação: quanto mais baixo o teor alcoólico mais água terá o produto e vice-versa, quanto maior o teor alcoólico menos água terá o combustível analisado.
Envelopes e frascos para coleta de amostra: obrigações das empresas Pela resolução nº 44, da ANP, as distribuidoras são responsáveis por fornecer o envelope de segurança e também o frasco para a coleta da
amostra-testemunha.
O número do envelope de segurança da amostra-testemunha deverá ser indicado, em campo apropriado, na documentação fiscal referente ao produto. Além disso, o posto deverá guardar amostras referentes aos três
últimos carregamentos. O formulário impresso na parte externa do envelope de segurança da amostra-testemunha contém mais dois campos de preenchimento obrigatório, com o nome do responsável pelo fornecimento e
sua assinatura.

Iluminação especializada
Tecnologia LED para o seu posto
Soluções em LED para Postos de Combustíveis
Comunicação visual e iluminação desenvolvidas para destacar a identidade do seu posto.
Tecnologia para tanques
Mais continuidade para o seu negócio
Revitalize os tanques do seu posto sem parar a operação
Conheça a solução de revestimento desenvolvida para renovar e proteger tanques de armazenamento.
Avalie uma alternativa à substituição dos tanques.
Conheça a tecnologia ORO →Acesse o site do anunciante.
Notícias relacionadas
Golpe do cadastro falso leva 3.090 litros de diesel de posto em Ribeirão Preto
17 de setembro de 2026
Posto perde justa causa de frentista que bebeu cerveja no intervalo e pagará R$ 5 mil
2 de setembro de 2026
Técnico morre em poço de posto na Bahia e MPT investiga normas de segurança
30 de agosto de 2026
Gerente presa em fiscalização do Procon será indenizada, e o risco é do empregador
29 de agosto de 2026
O adicional do frentista não para no frentista: o passivo que cresce na folha do posto
27 de agosto de 2026
Arla 32 no bocal errado custa R$ 154 mil a posto e o seguro cobre só R$ 50 mil
19 de agosto de 2026
Fechamento de turno: o controle mais barato do posto e o mais mal aproveitado
18 de agosto de 2026
Líder de Pista pode ser peça-chave para melhorar a gestão dos postos de combustíveis
17 de agosto de 2026
O prejuízo invisível do seu posto pode estar na escala de trabalho
6 de agosto de 2026Não perca nenhuma mudança que afeta o seu posto
Legislação, fiscalização e mercado — o que muda na sua margem, toda semana no seu e-mail.

