O governo federal articula o envio de um projeto de lei em regime de urgência para pôr fim à escala 6×1 no Brasil — modelo amplamente utilizado em postos de combustíveis, especialmente para frentistas e equipes operacionais.

A proposta foi detalhada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, e prevê mudanças diretas na jornada de trabalho, com possível impacto na operação e nos custos do setor.

Governo quer fim da escala 6x1 e impacta postos

 

Mudança pode afetar rotina dos postos

Nos postos de combustíveis, a escala 6×1 é comum para garantir funcionamento contínuo, inclusive aos finais de semana e feriados. A substituição pelo modelo 5×2 pode exigir reestruturação das equipes e aumento no quadro de funcionários.

Além dos frentistas, a mudança também pode atingir gerentes e equipes administrativas, que frequentemente seguem escalas flexíveis para atender à dinâmica do negócio.

Governo busca acelerar tramitação

Segundo Boulos, a estratégia de enviar um projeto de lei com urgência visa acelerar a aprovação no Congresso, com prazo estimado de até 90 dias para análise completa.

A decisão ocorre após a demora na tramitação de proposta semelhante apresentada pela deputada Erika Hilton, que segue em discussão no Legislativo.

Governo quer fim da escala 6x1 e impacta postos

Principais mudanças propostas

O texto do governo deve incluir três pontos centrais:

  • Fim da escala 6×1 e adoção do modelo 5×2
  • Redução da jornada semanal de 44 para 40 horas
  • Manutenção dos salários sem redução proporcional

Impacto operacional e custos

Para o setor de revenda de combustíveis, a mudança pode trazer desafios operacionais relevantes.

Com a necessidade de manter atendimento contínuo, empresários podem precisar ampliar equipes para cobrir folgas adicionais, o que tende a elevar custos trabalhistas.

Por outro lado, a proposta pode trazer benefícios como melhora na qualidade de vida dos trabalhadores, redução de turnover e aumento de produtividade no médio prazo.

Debate deve ganhar força no setor

A possível mudança na legislação trabalhista deve intensificar o debate entre empresários, sindicatos e entidades do setor de combustíveis, especialmente sobre equilíbrio entre custo operacional e condições de trabalho.

A expectativa do governo é que o projeto seja votado ainda no primeiro semestre de 2026.

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Como sócio fundador da Brasil Postos, uma plataforma de negócios e capacitação, ele tem liderado com autoridade e inovação por mais de uma década e meia.

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