Briga entre o Grupo Forte e a BR foi motivada pela rescisão de contratos há quase 20 anos; a empresa acusa a distribuidora de mentir sobre o tamanho da dívida acumulada em duas décadas.
A privatização da BR Distribuidora, concluída na última terça-feira, já provoca contestação. O Grupo Forte, que atua no segmento de revenda de combustíveis na cidade de São Paulo, entrou com uma ação de cumprimento provisório de sentença contra a BR no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, na tentativa de acelerar o pagamento de uma dívida de R$ 10 bilhões, fruto de um processo do ano 2000.
A empresa alega que a Petrobrás, ao oferecer o controle da subsidiária a investidores, escondeu informações sobre a existência e o tamanho dessa dívida.
Além de retornar à Justiça, o Grupo Forte recorreu a acionistas e a instituições envolvidas na operação para alertá-los da existência da dívida e, segundo a empresa, da iminência do pagamento, como determinou a justiça paulista em segunda instância. Ao todo, distribuiu 11 notificações no Rio de Janeiro e mais sete em São Paulo, à própria Petrobrás, à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a bancos e assessores financeiros, alertando sobre a existência do processo.

Brasil Postos Negócios
Compra e venda de postos de combustíveis
Compre ou venda postos de combustíveis em todo o Brasil.
Conectamos compradores, investidores e proprietários com segurança, confidencialidade e ampla divulgação para o público certo.

Procuradas, a estatal e a BR Distribuidoras não responderam à acusação. As empresas ainda estão em período de silêncio, por conta da operação financeira de privatização que não foi completamente finalizada. Fontes das estatal e da distribuidora alegam, no entanto, que as informações sobre o processo judicial estão inseridas em um documento financeiro da petroleira, o formulário de referência, anexado ao prospecto de venda das ações.
Em 2017, quando a estatal abriu o capital da BR e fez o primeiro lançamento de ações, o Grupo Forte já tinha reclamado à CVM de uma suposta falha na transparência da Petrobrás.
Agora, com a segunda oferta de ações, que resultou na venda do controle da distribuidora, a empresa retornou à autarquia, que funciona como o xerife do mercado financeiro. Ao Estadão/Broadcast, a CVM respondeu que o tema está sendo analisado em processo administrativo e que “a autarquia não comenta casos específicos”.
A briga entre o Grupo Forte e a Petrobrás começou há quase 20 anos, quando o mercado era dominado por um pequeno grupo de distribuidoras. O Grupo Forte controlava 51 postos de gasolina na cidade de São Paulo, de diversas bandeiras, inclusive da BR. No período de atividade, de 1979 a 1999, chegou a ter 800 empregados.

Grupo de WhatsApp
Brasil Postos revendedores
Grupo de WhatsApp exclusivo
Informação que ajuda a melhorar o resultado.
Participe do WhatsApp onde donos e gestores trocam experiências, notícias e práticas de gestão sem vendedores e sem spam.
Com a abertura do mercado, na década de 1990, as grandes distribuidoras passaram a concorrer com um número muito maior de concorrentes e a adulteração dos combustíveis passou a ser frequente no setor.
Além da competição, também a alta do dólar teve efeito sobre o resultado financeiro do grupo, que recorreu às fornecedoras para renegociar dívidas. Por dez meses, costurou um acordo com a BR envolvendo o lançamento de debêntures, mas, às vésperas da emissão, a distribuidora optou por romper o acordo, o que levou o Grupo Forte à Justiça. Hoje, todos os seus postos estão fechados e seus sócios atuam em outros segmentos.
“Por conta do descumprimento dos contratos, o Grupo Forte entrou em 2000 com ação reparatória por perdas e danos prefixados e previstos em contrato, suspendendo suas atividades”, disse o advogado do grupo, Marcílio Ramburgo. Em sua opinião, ainda que a Petrobrás tenha inserido informação sobre o processo no formulário de referência, anexado ao prospecto de venda das ações, “essa não é a forma mais correta e transparente de se comunicar com o mercado”.


Medição e monitoramento
Controle inteligente dos seus tanques
O sistema de medição e monitoramento ideal para sua operação
Conheça o ELET1-R para medir tanques, acompanhar estoques e apoiar o controle operacional.
Direto do fabricante
Equipamentos para abastecimento
Faça a cotação de bombas de abastecimento Gilbarco
Encontre a solução adequada à operação e solicite sua cotação diretamente com o fabricante.

Dados e inteligência de mercado
Painel de preços de combustíveis
Veja os preços dos postos e das distribuidoras da sua cidade
Compare o preço na bomba com o preço de compra e acompanhe sua praça com dados atualizados todos os dias.
Notícias relacionadas

Só 30% da frota flex abastece com etanol, e usinas miram posto próprio
18 de setembro de 2026
Assaí compra 18 postos e estuda rede com mais de 100 unidades
18 de setembro de 2026
Etanol sobe 2,28% e avança em 14 estados e no DF, mostra ANP
16 de setembro de 2026
Diesel S-10 sobe 1,31% e chega a R$ 6,97 no país, mostra ANP
16 de setembro de 2026
Abrir um posto de combustível em 2026: o que mudou na conta de quem quer investir
14 de setembro de 2026
Etanol sobe 0,25% na média nacional e segue vantajoso em 12 estados e no DF
9 de setembro de 2026
MP libera R$ 6,6 bilhões para subvenção de combustíveis, com R$ 5,6 bilhões ao diesel
9 de setembro de 2026
Vibra embandeira 385 postos no semestre e quase iguala o total do ano passado
9 de setembro de 2026
ExpoPostos 2026 abre hoje com recorde de área e mais de 250 expositores
8 de setembro de 2026Não perca nenhuma mudança que afeta o seu posto
Legislação, fiscalização e mercado — o que muda na sua margem, toda semana no seu e-mail.

