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Média nacional subiu 0,25% e fechou em R$ 3,95, mas o comportamento do preço mudou de direção em quase metade dos estados
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O preço médio do etanol hidratado caiu em 13 estados, subiu em 12 e ficou estável no Piauí e no Distrito Federal na semana de 30 de agosto a 5 de setembro, segundo o levantamento da ANP compilado pelo AE-Taxas. Na média nacional, o litro avançou 0,25% e fechou em R$ 3,95. O número agregado esconde o que interessa ao revendedor: a dispersão entre praças chegou a mais de 14 pontos percentuais de variação semanal entre os extremos.
Em São Paulo, maior estado produtor e consumidor e o de maior número de postos pesquisados, o preço médio subiu 1,37% e chegou a R$ 3,70 por litro. Ainda assim, foi o menor preço médio estadual do período. Na outra ponta, o Amapá registrou a maior média do país, R$ 5,81.
A maior queda semanal ocorreu no Pará, com recuo de 10,08%, levando o litro a R$ 4,55. A maior alta foi no Amazonas, com avanço de 4,32%, para R$ 5,07. Entre os extremos apurados posto a posto, o menor preço encontrado foi de R$ 2,89 em São Paulo e o maior, R$ 6,59 em Pernambuco — uma diferença de R$ 3,70 por litro dentro do mesmo país e da mesma semana.
Resumo
ToggleA paridade voltou a ficar apertada em vários estados

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Seu posto sobreviveria 15 dias sem você?
Descubra onde sua gestão está falhando e quais pontos precisam ser corrigidos para o posto funcionar com mais autonomia.
No recorte de competitividade frente à gasolina, o etanol foi considerado mais vantajoso em 12 estados e no Distrito Federal. A média nacional da paridade ficou em 60,68%. Pela metodologia adotada, o biocombustível compensa quando seu preço equivale a até 70% do valor da gasolina — e a média nacional segue dentro desse intervalo.

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Os percentuais apurados foram de 67,65% no Acre, 66,62% na Bahia, 64,71% no Distrito Federal, 60,71% em Goiás, 56,91% em Mato Grosso, 60,37% em Mato Grosso do Sul, 64,29% em Minas Gerais, 68,94% no Pará, 61,12% no Paraná, 70% em Rondônia, 67,60% em Santa Catarina e 58% em São Paulo.
Dois desses números merecem atenção de quem opera. Rondônia está exatamente em 70%, no limite da vantagem: qualquer movimento de preço na semana seguinte joga o etanol para fora da faixa de competitividade, e a demanda pelo produto tende a migrar para a gasolina rapidamente. O Pará, a 68,94%, está a pouco mais de um ponto da mesma fronteira, apesar de ter registrado a maior queda de preço do país. São Paulo, a 58%, tem a folga mais confortável entre os estados listados.
O que a média nacional não conta para quem define preço na pista
Uma variação de 0,25% na média nacional é irrelevante para a decisão comercial de um posto específico. O que importa é a direção do movimento na praça e a posição do etanol em relação à gasolina naquele estado. Um revendedor no Pará viu o custo do produto cair de forma acentuada na semana; um no Amazonas viu subir mais de 4%. São realidades opostas dentro do mesmo boletim.
Para o posto, a leitura prática é sobre giro e estoque. Em praça com paridade próxima de 70%, o volume de hidratado costuma cair rápido quando a relação vira, e o produto parado no tanque prende capital de giro sem gerar margem. Em praça com paridade folgada, como São Paulo, o hidratado sustenta demanda mesmo com pequenas altas de preço, o que dá alguma margem de manobra para repasse.
A amplitude de R$ 2,89 a R$ 6,59 entre postos também diz algo sobre concorrência local. Custo logístico e carga tributária explicam parte dessa diferença, mas não toda. Onde a dispersão é alta dentro da mesma cidade, o consumidor tende a pesquisar, e o posto que ignora o movimento da praça perde volume antes de perceber que perdeu.
Perguntas e respostas

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Qual o preço médio do etanol no Brasil nesta semana?
A média nacional do etanol hidratado ficou em R$ 3,95 por litro na semana de 30 de agosto a 5 de setembro, com alta de 0,25% sobre a semana anterior. O menor preço médio estadual foi o de São Paulo, a R$ 3,70, e o maior foi o do Amapá, a R$ 5,81.
Em quantos estados o etanol compensa mais que a gasolina?
O etanol foi considerado economicamente mais vantajoso em 12 estados e no Distrito Federal no período analisado pela ANP. A média nacional de paridade ficou em 60,68%, dentro do limite de 70% adotado pela metodologia para definir quando o biocombustível compensa.
Por que a paridade de 70% importa para o dono do posto?
Porque é o ponto em que o consumidor troca de produto. Acima de 70%, o etanol deixa de compensar e a demanda migra para a gasolina. Estados como Rondônia, exatamente em 70%, e Pará, em 68,94%, estão na fronteira: uma variação pequena de preço muda o giro do hidratado no tanque.
Onde o etanol subiu e caiu mais na semana?
A maior queda foi no Pará, com recuo de 10,08%, levando o litro a R$ 4,55. A maior alta foi no Amazonas, com avanço de 4,32%, para R$ 5,07. Ao todo, o preço caiu em 13 estados, subiu em 12 e ficou estável no Piauí e no Distrito Federal.
Qual foi a maior diferença de preço entre postos no país?
O menor preço encontrado pela ANP foi de R$ 2,89 por litro, em São Paulo, e o maior foi de R$ 6,59, em Pernambuco. A diferença de R$ 3,70 por litro entre os extremos mostra o peso do custo logístico, da carga tributária estadual e da concorrência local na formação do preço final.

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