
A ideia é que, num segundo momento, o aplicativo também forneça dados do desempenho do posto revendedor quanto à qualidade dos produtos comercializados.
O aplicativo, segundo Oddone, faz parte de uma série de iniciativas do órgão regulador para aumentar a transparência dos preços no mercado brasileiro.
“A transparência dá clareza e visa a dificultar preços muito acima ou muito abaixo“, afirmou Oddone, durante coletiva de imprensa sobre transparência nos preços dos combustíveis.
Na quinta (4/7), a ANP aprovou duas novas resoluções que ampliam a transparência dos preços dos combustíveis líquidos e do gás natural.
Uma das principais bandeiras do órgão regulador, em resposta à greve dos caminhoneiros de 2018, a proposta foi, enfim, aprovada após quase um ano de debates. 
Com a nova regulamentação, todos os produtores e importadores de derivados terão de publicar os preços praticados em cada um dos pontos de suprimento do mercado brasileiro.

Já as distribuidoras continuarão a encaminhar seus preços, para tratamento estatístico interno da ANP, sem a necessidade de publicação.
As novas regras já vinham sendo praticadas pela Petrobras, para o diesel e a gasolina. Frente às ameaças de uma nova greve dos caminhoneiros, a estatal se antecipou à regulamentação e passou a divulgar, desde abril, os preços reais praticados pela empresa em 37 pontos de suprimento.
Com a nova resolução, a estatal também terá que abrir seus preços, nos diferentes pontos, para o querosene de aviação (QAV), gasolina de aviação (GAV), gás liquefeito de petróleo (GLP), óleo combustível e asfaltos.
As regras entram em vigor 30 dias após a publicação da resolução.
Fonte: Valor

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