A Segurança do Trabalho é um assunto sério e serve para qualquer segmento. Além de representar um item relevante na política trabalhista nacional, que recebe atenção especial do Ministério do Trabalho (MT), também significa um importante conjunto de medidas que, quando adotadas corretamente, protegem a saúde e a segurança do trabalhador e o valoriza em seu ambiente de trabalho.

A segurança em postos de combustível é ainda mais valorizada do que em alguns setores, levando em consideração a natureza inflamável dos produtos que o estabelecimento comercializa. Nacionalmente, ela é regulamentada pela NR 20 do MT, que trata da Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis.

Pense no risco, pense na segurança dos postos de combustível

Para pensar em segurança, antes, é preciso pensar nos riscos. No caso do posto de combustível, há a exposição a riscos de incêndio e de explosões que podem ocorrer em função de eventuais falhas nas operações ou nos sistemas de abastecimento. Existe também as possibilidades das intoxicações e das contaminações, seja pela inalação, seja pelo contato dos produtos com a pele dos colaboradores. Quando se faz a análise do risco é possível antecipar, reconhecer e avaliar as possibilidades de ocorrências e, por consequência, controlá-las ou minimizá-las.

Confira a seguir algumas dicas de segurança de trabalho para o gestor aplicar em seu posto.

1.   Mantenha em dia os EPIs e os EPCs

De acordo com a NR 6 do MT, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) variam de acordo com a função do trabalhador. No posto de combustível, os equipamentos obrigatórios são: macacão, botas, avental, luvas ou creme protetor para as mãos e aqueles previstos no Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO) e Programas de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA) da empresa.

Os equipamentos de proteção individual tendem a reduzir os riscos decorrentes da exposição. Apresenta como emprego básico a proteção das vias: como a boca, o nariz, o olho e a pele. Por esse motivo se faz a importância do uso dessa proteção, caso ocorra exposição direta com o produto. Os principais equipamentos de segurança para uso dos frentistas são: uniforme ( com tecidos a prova de fogo ), boné, calçados de proteção contra riscos de origem mecânica e química, avental impermeáveis para trabalhos realizados em lugares úmidos ou encharcados, além de óculos, creme protetor ou uso de luvas nitrílicas e máscara com filtro químico para exposição a substâncias químicas prejudiciais à saúde ( de acordo com a convenção trabalhista de cada estado ).Clique aqui para comprar os EPIs.

Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) devem incluir extintores de incêndio, chuveiro lava olhos, kit de primeiros socorros e placas sinalizadoras de alerta e segurança com indicações do tipo “é proibido fumar”, “desligue o motor”, “desligue o celular” e “inflamável”.

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2.   Mantenha os funcionários treinados

Além de ser obrigatório para o cumprimento da NR 20, o treinamento dos funcionários dos postos de combustível é essencial para a prevenção de acidentes, como também para capacitá-los a agir de maneira correta em situações de emergência.

Contudo, não basta treinar uma vez. Sempre é bom reforçar as informações que foram passadas aos funcionários, para que elas não caiam no esquecimento ou que deixem de receber a devida consideração.

3.   Fiscalize o cumprimento das normas

Além de treinar, também é preciso acompanhar diariamente o cumprimento do que for estabelecido. Uma boa ideia pode ser eleger um funcionário por dia para ficar encarregado deste acompanhamento.

Fiscalizar o cumprimento das normas de maneira instrutiva pode melhorar a aceitação. O funcionário começa a perceber que o que está sendo exigido não é uma “implicância do patrão”, mas significa a adoção de medidas que podem evitar danos à saúde.

As normas NR 20 e NR 6, assim como aquelas estabelecidas no licenciamento do estabelecimento não existem por mera formalidade. Elas foram elaboradas com base em estudos detalhados, que verificaram as características da atividade e os riscos que ela inclui para as pessoas e para o meio ambiente. Por isso, conhecê-las e cumpri-las são formas eficazes de garantir a segurança no seu posto de abastecimento.

4. Atenção na Hora de Descarregar o Caminhão Tanque

A liberação do benzeno é maior durante a transferência da carga de combustível do caminhão para os tanques reservatórios, mas também ocorre durante o abastecimento dos veículos. Por isso, toda a área de abrangência do posto de combustível é passível de contaminação. Gerentes fazem a aferição do caminhão de combustíveis sem máscara. Alguns usam óculos de proteção e luvas, mas não usam a máscara. Usar máscara para vapores orgânicos na coleta de amostra, na medição do tanque e no desabastecimento do caminhão.

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5. Higienização dos Uniformes 

Outra preocupação que deve ser levada em consideração é com os uniformes. O fardamento deve ser higienizado e deixado no armário de maneira adequada. O frentista não pode levar seu uniforme para casa, porque ele pode contaminar as outras pessoas da família. Clique aqui para comprar uniformes de todas as distribuidoras.

6. Roupeiro Insalubre para os Uniformes

Os gestores deverão orientar trabalhadores sobre o uso adequado, guarda e conservação dos equipamentos de proteção individual e uniformes. De acordo com a cláusula 24.2.12 da NR24 as atividades insalubres como postos de combustíveis que exponham os empregados a produtos graxos e oleosos deverão disponibilizar para seus funcionários armários de compartimentos duplos de forma que estabeleçam, rigorosamente, o isolamento das roupas de uso comum e de trabalho.Ou seja, o uniforme do funcionário não pode estar em contato com as roupas de uso diário. Clique aqui para comprar o Roupeiro Insalubre.

7. Cuidado com o Pano e Estopa para Limpeza

Os frentistas tem o hábito de usar panos, flanelas ou estopas para limpar as mãos, principalmente após o abastecimento de motocicletas. Desta forma, como o pano está sujo de gasolina, a contaminação ocorre pelo contato com as palmas das mãos.

 8. Pano para evitar Vazamento

Muitos frentistas utilizam um pano que é colocado na boca do tanque para não escorrer gasolina no automóvel enquanto se abastece. Para eles: “o uso das flanelas se faz necessário para evitar que o combustível escorra ou quando voltar do tanque, não espirre para fora e molhe o carro”. Como o pano é reutilizando diversas vezes novamente a contaminação ocorre pelo contato com as palmas das mãos.

 9. Evite Inalar o Vapor utilizando o Protetor de Respingo / Rodilha 

Este dispositivo de proteção é utilizado com o objetivo de evitar o contato do líquido com a pele dos trabalhadores e reduzir as emanações de vapores no momento do abastecimento. Alguns frentistas ficam de cabeça baixa olhando para o bico enquanto abastecem o veículo, recebendo todo o vapor no rosto e inalando pela boca e nariz, além de ficarem os olhos expostos. Clique aqui para comprar os protetores de respingo.

   1o. Abastecimento somente até o Automático

Uma prática comum, mas nada saudável para o frentista e nem para o cliente: encher o tanque até a boca. Parece algo inofensivo, mas ao longo dos anos, inalar o vapor que sai da máquina quando o frentista abastece além do automático, podem lhe custar futuramente muitos transtornos com a saúde e levar à morte. Poucos frentistas se afastam da pistola de abastecimento quando estão abastecendo no modo manual. Quando frentista abastece com a bomba no automático ele consegue manter distância do tanque e inalar menos o benzeno.

  11. Exames Periódicos

As empresas deverão realizar, no mínimo, hemograma completo e contagem de plaquetas, para exposição ao benzeno, admissional e periódico aos empregados expostos ao benzeno além de outros a serem determinados pelo médico coordenador do PCMSO ou pelo médico encarregado.

12. Treinamentos NR 20

Os postos deverão oferecer treinamento aos trabalhadores (frentistas, lavadores, trocadores de óleo, manutenção) inclusive aos contratados com carga horária mínima de 16 horas e contemplando conteúdos teóricos e práticos relativos ao trabalho com inflamáveis.

13. Espaço Adequado para os Funcionários

Os postos deverão garantir condições adequadas dos vestiários e sanitários de uso dos trabalhadores, bem como espaço para refeições e descanso (armários individuais com chave para guarda dos pertences e de roupas limpas/não-contaminadas), toalhas descartáveis, sabonete líquido, sanitários com separação por sexo, espaço de descanso/refeições sem armazenamento de produtos (especialmente substâncias químicas ).

 
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Você possui alguma dúvida sobre qual o EPI adequado por função no posto ? Clique aqui e acesse nossa cartilha com informação específica sobre Postos de Combustíveis.

www.brasilpostos.com.br

4 COMENTÁRIOS

  1. Boa Tarde pessoal da Brasil Postos. Vale também lembrar que algumas atitudes do frentista, durante o abastecimento de veículos, com combustíveis líquidos contendo o Benzeno, é possível diminuir as exposições de riscos, como: Abastecer de costas de onde vem a direção do vento (levando os vapores para longe do corpo do trabalhador), ou seja, abastecer contra o vento, e para isso basta o frentista direcionar o lado da bomba que o cliente deverá parar seu veículo, ainda quando este estiver se direcionando à pista. Além de “virar” o bico pra cima, durante a retirada do bico da bomba da entrada do tanque do automóvel, evitando assim, que se pingue combustível na lataria do veículo e no chão da pista. E usar o creme (luva química) nas mãos limpas e secas. Após lavação de para-brisa com solução contendo detergente, o ideal é lavar e secar as mãos para então reaplicar o creme.
    Em relação aos PERIGOS (e não risco) de explosão, principalmente oriundos de energia estática, são evitados quando o frentista faz o “descarregamento” de sua energia estática colocando ambas as mãos na parte isolada eletricamente (em aço inox) na bomba.
    Obrigado pessoal da Brasil Postos por mais uma série de dicas importantíssimas para nosso trabalho prevencionista com os trabalhadores de postos de combustíveis.

  2. Gentileza me informar, se possível, procedimento para fazer o teste de vedação na máscara respiratória facial (desabastecimento e coleta de amostra)

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