Após Bolsonaro ameaçar notificar postos que não reduzirem preços, revendedores de combustíveis dizem que não há tabelamento

O presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou no último sábado, 12, que deverá cobrar do Ministério de Minas e Energia (MME), explicações sobre o que já foi feito para notificar os postos que não reduziram o preço do diesel e demais impostos, após sanção, na sexta-feira, do projeto de lei de que altera cobrança do ICMS sobre os combustíveis.

Após a fala do presidente Jair Bolsonaro de que notificaria postos de combustíveis que não diminuíssem os preços, representantes do setor ressaltaram que os preços provavelmente vão cair, mas que notificações não seriam muito efetivas, já que não há tabelamento para esse tipo de produto.

Paulo Roberto Tavares, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sindicombustíveis DF), disse que se houver uma notificação aos postos, a resposta deverá ser a mesma de quando isso aconteceu durante a greve dos caminhoneiros em 2018.

“Das últimas vezes que isso aconteceu, a resposta foi em cima dessa base, o produto não é tabelado.

Perante a lei, não há nada que impeça a livre fixação de preços — disse.”

No sábado, Bolsonaro afirmou que iria conversar com o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, para verificar “o que já foi feito” para notificar os postos de que “tem que baixar” o preço do diesel em R$ 0,60.

Essa seria a redução proporcionada pela sanção do projeto que zera a cobrança de PIS/Cofins do diesel até o fim do ano e muda a cobrança do ICMS.

De acordo com Tavares, os preços devem cair por conta dessas duas medidas, mas ele argumenta que se o presidente quisesse uma redução de exatamente R$ 0,60, precisaria aprovar uma lei dizendo isso.

— Notificar é uma coisa, agora exigir que ele repasse é outra. Acho que os revendedores vão repassar, até porque quanto maior preço, menos clientes temos — afirmou.

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Novo aumento de combustível pode quebrar alguns postos, diz presidente do Sindiposto

Valor pode subir ainda mais nos próximos dias em razão de aumento anunciado pela Petrobras.

A Petrobras anunciou na quinta-feira,10, o aumento da gasolina em 18% e do diesel em 25%, em Goiás, os consumidores foram pegos de surpresa. O litro da gasolina comum em Goiânia já é encontrado a R$ 7,27 e o etanol, que geralmente é mais em conta, encontrado por R$ 4,97. Valor dos combustíveis pode subir ainda mais nos próximos dias em razão de aumento anunciado pela Petrobras.

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados do Petróleo em Goiás (Sindiposto), Márcio Andrade, comentou como fica a situação dos consumidores e donos de postos com esse aumento repentino dos combustíveis.

‘‘O consumidor mais uma vez é o mais afetado, o último da linha e o que paga a conta final, é o mais prejudicado, inclusive aquele que não tem veículo, pois todos os produtos são impactados’’, salienta Márcio Andrade. Para o presidente do Sindiposto esse aumento expressivo em um produto que já está caro, vai influenciar negativamente na economia como um todo, afetando todos os cidadãos.

‘‘Para o dono do posto é similar ao consumidor, pois é necessário colocar mais capital de giro no negócio, e se esse capital de giro não tiver uma reserva, ele vai precisar buscar em outros recursos, tornando o negócio cada vez menos rentável porque infelizmente a margem de lucro da operação do posto, ela não vem acompanhando a evolução do preço’’, salienta.

O presidente do Sindiposto afirmou também que esse novo aumento pode inclusive quebrar alguns estabelecimentos, que já vem sofrendo desde 2020, com os efeitos da Covid-19.

Márcio afirmou que é possível ter melhorias melhorias: ‘‘É uma situação que não tem como fugir do preço de mercado internacional, hoje seria uma das principais economias do mundo, para os países mais desenvolvidos e até para os que estão em desenvolvimento. Foi aprovado no congresso, a desoneração dos impostos de combustíveis, isso no diesel haverá uma redução de 60 centavos. E são essas medidas necessárias para que esses produtos (combustíveis) que são tão essenciais e indispensáveis para todos tenha uma cobrança de imposto mais justa. Justiça fiscal’’, pontua.

Fonte: https://www.dm.com.br/

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