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Reforma tributária: como não perder dinheiro agindo já em 2026

Calculadora, notas fiscais e pastas de documentos sobre mesa de escritório

Estoque e créditos precisam ser escriturados até dezembro de 2026 para serem compensados com a CBS.

A Reforma Tributária já começou. E quase todo mundo está olhando só para frente: as novas siglas, os novos sistemas, as novas obrigações.

Só que existe um detalhe que passa despercebido: o maior benefício da Reforma não está no que você vai deixar de pagar a partir de 2027. Está no que você vai recuperar para compensar no novo sistema.

Estoque parado, máquina comprada, imposto pago a mais no passado. Tudo isso tem valor. E tudo isso tem prazo.

A base está na Lei Complementar nº 214/2025, art. 378, agora reproduzida no Regulamento da CBS — Decreto nº 12.955/2026, art. 602.

Não é sobre pagar menos amanhã. É sobre não perder o que já é seu hoje.

Entenda o que sua empresa pode recuperar antes da virada.

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3 coisas da Reforma que você precisa saber para não perder dinheiro

1) O que está parado no seu estoque tem imposto embutido, e ele pode virar crédito ou virar prejuízo

Pense na mercadoria que está hoje no seu depósito, na sua loja ou na sua prateleira.

Ela foi comprada dentro do sistema antigo. Ou seja: o preço que você pagou já tinha imposto dentro.

Quando o sistema virar, essa mercadoria continua lá — mas o tributo que ela carrega pertence ao modelo que acabou. As regras de transição existem justamente para tratar disso, e elas dependem de uma condição simples e implacável: o estoque precisa estar inventariado, valorado e documentado na data certa.

Quem fizer o levantamento, aproveita. Quem não fizer, paga duas vezes pelo mesmo produto: uma na compra, outra na venda.

Faça uma conta rápida: quanto vale o estoque da sua empresa hoje? Agora imagine uma fatia de dois dígitos disso simplesmente evaporando na virada do ano.

2) O que você investiu em máquinas, equipamentos e obras não pode ficar pelo caminho

Investimento em ativo não gera crédito de uma vez. Ele é apropriado aos poucos, ao longo de anos.

Resultado: na virada do sistema, muita empresa ainda terá parcelas de crédito a aproveitar de bens comprados nos últimos anos — tanques, máquinas, veículos, equipamentos, benfeitorias, obras.

Esse saldo não desaparece por decreto. Mas ele também não aparece sozinho. Se o bem nunca foi identificado como gerador de crédito, ou o crédito nunca foi escriturado, não existe nada para transportar.

E aqui vale o alerta: é muito comum encontrar empresa que investiu milhões em ativo e nunca aproveitou um centavo de crédito sobre esse investimento.

3) Você tem até 31 de dezembro de 2026, depois disso a porta começa a fechar

Os tributos federais sobre faturamento que valem hoje têm data para acabar: 31 de dezembro de 2026.

Isso não significa que o crédito legítimo do passado evapora em 2027. Ele continua existindo. Mas existe uma diferença enorme entre ter um direito e ter esse direito identificado, calculado, documentado e escriturado.

Só o segundo vira dinheiro.

E tem mais: o direito de recuperar o que foi pago a mais alcança os últimos 5 anos. É um prazo que anda. A cada mês que passa, um mês antigo é perdido para sempre.

Ou seja: enquanto você espera para “ver como fica a Reforma”, o passado está sendo apagado no automático.

Descubra, em números, o que sua empresa ainda pode recuperar.

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Onde o dinheiro costuma estar escondido

Na prática, o crédito que ninguém aproveitou quase sempre está nos mesmos lugares:

energia elétrica, aluguel pago a empresa, arrendamento e fretes — despesas que muita empresa simplesmente não escritura;

insumos e materiais usados na atividade, classificados de forma errada ou lançados como despesa comum;

ativo imobilizado — máquinas, equipamentos, obras e adequações que geram crédito e passam batido;

classificação fiscal dos produtos — item cadastrado errado significa imposto pago a mais, mês após mês, por anos;

receitas classificadas de forma equivocada, receitas financeiras, bonificações e valores que nunca deveriam ter entrado na base de cálculo;

exclusões já pacificadas pelos tribunais superiores, que muitas empresas aplicaram só em parte — ou nunca aplicaram;

saldos de crédito acumulados que estão parados na escrituração e nunca foram utilizados;

inconsistências entre notas fiscais, SPED e contabilidade — que fazem a empresa pagar a mais e ainda cair na malha.

Nenhum desses pontos aparece no balanço. Todos eles aparecem no caixa.

Um aviso honesto: nem toda empresa tem crédito a recuperar

E é importante dizer isso com todas as letras.

Existe muita gente no mercado prometendo percentual antes de olhar um único arquivo fiscal. Isso não é oportunidade, é passivo. Crédito indevido volta como glosa, multa e juros — e o problema fica com você, não com quem vendeu a promessa.

Um trabalho sério faz o contrário: olha os números primeiro e diz, com a mesma clareza, o que existe e o que não existe.

A resposta “não há crédito aqui” também é resultado. Ela encerra a dúvida e dá segurança.

Prefere uma análise baseada em dados, e não em promessa? Fale com a nossa equipe.

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Como funciona um diagnóstico bem feito

Não começa por promessa. Começa por dado:

Levantamento — obrigações acessórias, notas fiscais de entrada e saída, balancetes, contratos e inventário dos últimos 60 meses;

Mapeamento — classificação de cada receita e de cada produto, separando o que é tributado, o que não é e o que foi tratado errado;

Cálculo — recomposição mês a mês, com memória de cálculo auditável e valores atualizados;

Definição do caminho — retificação e pedido administrativo quando o direito é líquido e certo; medida judicial só quando houver controvérsia que justifique;

Relatório e correção do processo — cada item com fundamento, valor e risco declarado, mais o ajuste dos procedimentos para o erro não se repetir.

O ganho que vai além do caixa

Para levantar crédito é preciso, obrigatoriamente, colocar em ordem o cadastro de produtos, a classificação fiscal, a separação das receitas, o inventário e a consistência entre notas, SPED e contabilidade.

Adivinha qual é exatamente a base que o novo sistema vai exigir?

A mesma. Classificação tributária do item, documento fiscal eletrônico no novo leiaute, apropriação correta de créditos e, em breve, o split payment — o imposto separado automaticamente no momento do pagamento.

Ou seja: a empresa que arruma a casa para recuperar o passado entra no novo sistema já arrumada — e reduz drasticamente o risco de erro na transição.

O trabalho não é perdido em 2027. Ele é antecipado.

Em resumo

o sistema atual tem data para acabar: 31 de dezembro de 2026;

estoque parado na virada carrega imposto — e só vira crédito se estiver inventariado e documentado;

investimento em ativo gera crédito parcelado que precisa estar identificado e escriturado para não se perder;

crédito e pagamento indevido do passado não somem, mas precisam estar calculados e escriturados para virar dinheiro;

o prazo é de 5 anos e ele corre todo mês;

a mesma arrumação que recupera o passado prepara a empresa para o novo sistema.

A pergunta que todo empresário deveria fazer antes de 2027

Nos próximos meses, praticamente todo mundo vai falar sobre “se adaptar à Reforma”.

Pouquíssimos vão fazer a outra pergunta:

“Antes de virar a chave, tem dinheiro meu ficando para trás?”

A única forma de responder é olhando os números. Nossa equipe faz o diagnóstico tributário com base nos arquivos fiscais da própria empresa e aponta, com memória de cálculo e fundamento, o que pode ser recuperado — e o que não pode.

Solicite o diagnóstico tributário da sua empresa.

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2026 é o ano de revisar. Em 2027, já será tarde para boa parte disso.

Este material tem caráter informativo e não constitui parecer ou orientação jurídica para caso concreto. A existência e a extensão de eventuais créditos, bem como a aplicação das regras de transição, dependem da análise da documentação fiscal específica de cada empresa.

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