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Petronas acelera no Brasil e mira 350 postos até o fim do ano na disputa pela quarta posição
Combustíveis

Petronas acelera no Brasil e mira 350 postos até o fim do ano na disputa pela quarta posição 

A petroleira malaia, operada pela Nexta, abre cerca de quatro postos por semana e quer ser a quarta força de um mercado dominado por Vibra, Raízen e Ipiranga.

A Petronas, maior petroleira da Malásia, decidiu acelerar no Brasil — e agora mira diretamente a disputa por postos de combustíveis. Depois de anos comprando blocos de petróleo no país, a companhia foca no segmento de distribuição com uma meta clara: chegar ao fim de 2026 com 350 postos, presentes no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e em estados do Sul e Centro-Oeste.

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No Brasil, a marca é operada pela Nexta, do Grupo Argenta. Segundo Ian Dobereiner, CEO da Nexta, o plano vai muito além do curto prazo: a Petronas definiu há três anos uma estratégia global de distribuição e quer cinco mil postos no mundo, começando pelo Brasil, onde a meta é mil unidades.

“Queremos ser o quarto player do mercado”, resume o executivo. O ritmo já aparece nos números: cerca de quatro postos novos por semana, com 30 unidades só no Rio, em cidades como Campo Grande, Angra dos Reis e Itaperuna. Cada posto da rede vende, em média, 350 mil litros por mês.

Um mercado de três gigantes — e a vaga de quarto lugar



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Hoje, a distribuição brasileira tem três competidores principais, cada um com cerca de 20% de participação: Vibra (dona da marca BR, ex-Petrobras), Raízen (licenciada da Shell) e Ipiranga. O resto do mercado é fortemente ocupado pelas bandeiras brancas.

É nessa fatia intermediária — entre as três grandes e o posto sem bandeira — que a Petronas quer crescer. E ela não está sozinha na fila: o controlador da Ipiranga também tem planos de trazer a marca Texaco de volta ao Brasil. A disputa pela quarta posição promete esquentar.

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A aposta: combustível é só o começo

A estratégia da Nexta para atrair revendedores não se resume ao preço da carga. A companhia mira postos de médio e grande porte e oferece um pacote de serviços agregados: a rede de conveniência Yes, os centros de troca de óleo Auto Expert e a lavagem automotiva Wash Expert.

“A ideia é fortalecer a experiência do cliente e aumentar a rentabilidade da rede”, diz Dobereiner. A operação se apoia em mais de 39 bases de armazenamento e na compra direta de combustível da Petrobras. O executivo revela ainda o rumo de longo prazo: o combustível hoje fornecido a postos de bandeira branca deve ser redirecionado, com o tempo, para a própria rede da marca.

O que isso significa para o dono de posto

A chegada de uma nova bandeira forte não é notícia distante para quem toca posto — mexe diretamente com as opções do revendedor. Mais um distribuidor relevante disputando pontos significa mais poder de barganha na hora de negociar contrato, bonificação e condições de fornecimento. Em um mercado que passou anos com poucas alternativas de peso entre as três grandes e a bandeira branca, uma quarta força amplia o leque.

Por outro lado, o padrão competitivo sobe. Um entrante que chega com conveniência, troca de óleo e lava-rápido embutidos no modelo pressiona quem opera só a pista. O recado prático: se o seu contrato de fornecimento está perto da renovação, vale reavaliar bandeira, exclusividade e posicionamento com calma, agora que há mais gente disputando a sua pista.

Sem euforia, com análise

Metas ambiciosas de expansão são comuns em anúncios de distribuidoras, e 350 postos até o fim do ano é um número que o mercado vai acompanhar de perto. O que importa ao revendedor não é torcer por uma marca ou outra, mas ler o movimento: há capital estrangeiro entrando na distribuição brasileira, a competição por bons pontos aumenta e as condições de contrato tendem a ficar mais disputáveis. Quem entende o tabuleiro negocia melhor. A reportagem acompanha os desdobramentos e atualizará conforme novos fatos.

Perguntas e respostas

O que a Petronas quer no mercado brasileiro de postos?

A Petronas, maior petroleira da Malásia, quer entrar na distribuição de combustíveis no Brasil. A meta declarada é chegar ao fim de 2026 com 350 postos e, no longo prazo, alcançar mil unidades no país — parte de um plano global de crescer para cinco mil postos no mundo. Segundo o CEO da Nexta, Ian Dobereiner, a ambição é se tornar o quarto maior player do mercado brasileiro.

Quem opera a marca Petronas no Brasil?

A operação é conduzida pela Nexta, do Grupo Argenta. Segundo a reportagem, o grupo tem mais de seis mil colaboradores, receita superior a R$ 18 bilhões e mais de 500 postos operando com diferentes marcas. Os primeiros testes com a marca Petronas no Brasil começaram em 2023.

Como está dividido o mercado de distribuição hoje?

O mercado é liderado por três grandes distribuidoras, cada uma com cerca de 20% de participação: Vibra (marca BR), Raízen (licenciada Shell) e Ipiranga. O restante é fortemente marcado pelas bandeiras brancas. A Petronas quer ocupar o posto de quarta força — e o controlador da Ipiranga também estuda trazer a marca Texaco de volta.

Qual é a estratégia da Petronas para atrair revendedores?

A Nexta mira postos de médio e grande porte, oferecendo mais do que combustível: a rede de conveniência Yes, os centros de troca de óleo Auto Expert e a lavagem Wash Expert. A proposta é aumentar a rentabilidade da rede pela experiência do cliente e por serviços agregados, apoiada em mais de 39 bases de armazenamento e compra direta de combustível da Petrobras.

O que a chegada de uma nova bandeira muda para o dono de posto?

Mais concorrência entre distribuidoras tende a ampliar as opções de bandeira para o revendedor — e poder de barganha em contratos, bonificação e condições. Ao mesmo tempo, um novo entrante com forte oferta de conveniência e serviços eleva o padrão competitivo na pista. Para quem decide, é hora de reavaliar contrato de fornecimento, exclusividade e o próprio posicionamento de marca antes de fechar qualquer renovação.

Fonte: Minaspetro (clipping), a partir de reportagem da Fecombustíveis, com declarações de Ian Dobereiner, CEO da Nexta.

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