Trabalhadores do Sistema Petrobrás iniciaram, à zero hora desta segunda-feira (15), uma greve nacional por tempo indeterminado.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), o movimento começou durante a madrugada, com a entrega da operação de plataformas no Espírito Santo e no Norte Fluminense às equipes de contingência da empresa. Também houve adesão integral no Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas.

Greve nacional de petroleiros tem início com paralisações no refino e no E&P

Na manhã desta segunda-feira, empregados de seis refinarias ligadas à FUP não realizaram a troca de turno prevista para as 7h. Até o momento, permanecem sem rendição de turno as refinarias Regap (Betim/MG), Reduc (Duque de Caxias/RJ), Replan (Paulínia/SP), Recap (Mauá/SP), Revap (São José dos Campos/SP) e Repar (Araucária/PR).

Em Duque de Caxias (RJ), a FUP informou que a Polícia Militar foi acionada durante a mobilização na Reduc. De acordo com a entidade, dirigentes sindicais do Sindipetro Caxias foram detidos durante a ação policial, que teria envolvido o uso de spray de pimenta. A federação afirmou que considera o episódio uma violação ao direito constitucional de greve.

A paralisação tem como objetivo pressionar a Petrobrás nas negociações do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). Entre as principais reivindicações da categoria estão a revisão da política de distribuição de resultados, o fim dos Planos de Equacionamento de Déficit (PEDs) da Petros e a suspensão de demissões e desinvestimentos no segmento de Exploração e Produção (E&P).

O diretor de comunicação da FUP, Paulo Neves, afirmou que o movimento tem caráter sindical e não político-partidário. Segundo ele, a greve ocorre em função de demandas trabalhistas e não representa oposição ao governo federal.

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De acordo com a FUP, a insatisfação da categoria também está relacionada à diferença entre os valores pagos pela empresa em dividendos e a proposta de reajuste apresentada aos trabalhadores. A federação destaca que, nos primeiros nove meses do ano, a Petrobrás distribuiu R$ 37,3 bilhões aos acionistas, enquanto a contraproposta de ACT prevê ganho real de 0,5%, além de mudanças em direitos trabalhistas.

Paralelamente à greve, aposentados e pensionistas seguem em vigília, pelo quinto dia consecutivo, em frente ao Edifício-Sede da Petrobrás (Edisen), no Rio de Janeiro. O grupo cobra uma solução para os PEDs da Petros, que impactam os benefícios previdenciários. Segundo a FUP, tanto a greve quanto a vigília seguirão por tempo indeterminado, até que a empresa apresente uma proposta considerada satisfatória pela categoria.

Fonte: https://fup.org.br/

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