
As embalagens devem ser construídas de maneira a se evitar qualquer perda de conteúdo quando preparadas para transporte, perda essa que pode ser causada, nas condições normais de transportes, por vibração ou por mudança de temperatura, umidade ou pressão (resultante da altitude).
Toda essa explicação faz parte da introdução ao assunto principal tratado por Ariovaldo Francisco Paes, coordenador do departamento de produtos perigosos da Slotter Indústria de Embalagens (Fone: 11 4791. 2020): a homologação de embalagens para o transporte de produtos perigosos.
Conforme explica, os produtos perigosos devem ser acondicionados em embalagens de boa qualidade, que sejam resistentes o suficiente para suportar choques e carregamentos durante o transporte, incluindo o transbordo entre unidades de transporte e/ou entre os armazéns, bem como qualquer remoção de um palete ou sobreembalagem para um conseqüente manuseio manual ou mecânico.
Existem três grupos de embalagens: grupo X ou 1 – alto perigo; grupo Y ou 2 – médio perigo; e grupo Z ou 3 – baixo perigo. “Um grupo de embalagem em uma classe significa que o grau de perigo pode variar considerando diversos fatores durante a classificação, como taxa de decomposição, concentração, tempo, reatividade, etc.”, detalha Paes.
O código de uma embalagem homologada consiste de um número arábico indicando o tipo de embalagem: 1 – tambor; 2 – barrica ou madeira; 3 – jerrican ou bombonas; 4 – caixa; 5 – saco; e 6 – embalagem composta. O código também é composto por uma letra maiúscula, indicando a natureza do material que a embalagem foi construída: A – aço; B – alumínio; C – madeira natural; D – madeira compensada; F – madeira aglomerada; G – papelão ondulado; e H – material plástico.
Portanto, exemplifica Paes, o código 4G significa caixa de papelão ondulado; o 1A1, tambor de aço com tampa fixa; o 6HG1, tambor de fibra com revestimento interno de plástico; e o 31HZ1 – IBC para líquidos, com recipiente de plástico rígido.
Em um outro exemplo mais completo, uma caixa que tem a descrição:
4G/X 10/S/07
BR/9203/CTA-PAA
apresenta os seguintes significados:
4G: tipo da embalagem
X: grau de risco (grupos 1, 2 e 3)
10: peso bruto máximo
S: sólido ou combinado
07: dois últimos dígitos do ano que indica o prazo de validade da embalagem
BR: país que produziu a embalagem
9203: número de registro da aero nave, no caso, que vai transportar a embalagem
CTA-PAA: quem certificou a embalagem aérea.
“Só se a embalagem for testada e homologada ela pode ser codificada”, avisa Paes. Os testes para homologação são rigorosos e envolvem ensaios de desempenho em compressão (empilhamento), estanqueidade, pressão interna, queda, cobb test, içamento, rasgamento, tombamento, aprumo e levantamento.
Estes últimos cinco somente para embalagens IBC.

Medição e monitoramento
Controle inteligente dos seus tanques
O sistema de medição e monitoramento ideal para sua operação
Conheça o ELET1-R para medir tanques, acompanhar estoques e apoiar o controle operacional.

Dados e inteligência de mercado
Painel de preços de combustíveis
Veja os preços dos postos e das distribuidoras da sua cidade
Compare o preço na bomba com o preço de compra e acompanhe sua praça com dados atualizados todos os dias.

Direto do fabricante
Armazenamento para sua operação
Faça a cotação de tanques aéreos e subterrâneos
Encontre a configuração adequada para armazenar combustível e solicite sua cotação diretamente com o fabricante.
Tecnologia para tanques
Mais continuidade para o seu negócio
Revitalize os tanques do seu posto sem parar a operação
Conheça a solução de revestimento desenvolvida para renovar e proteger tanques de armazenamento.
Avalie uma alternativa à substituição dos tanques.
Conheça a tecnologia ORO →Acesse o site do anunciante.
Direto do fabricante
Equipamentos para abastecimento
Faça a cotação de bombas de abastecimento Gilbarco
Encontre a solução adequada à operação e solicite sua cotação diretamente com o fabricante.
Direto do fabricante
Calibrador digital para o seu posto
Faça a cotação do Calibrador Digital de Pneus PNT 5
Modelo indicado para postos de combustíveis, com operação rápida, segura e precisa.
Consulte as condições para equipar o seu posto.
Cotar calibrador PNT 5 →Acesse a página do produto.
Controle e automação
Estacionamento que gera resultado
Transforme o fluxo do posto em receita recorrente
Automatize o estacionamento, organize o acesso de veículos e aproveite melhor cada oportunidade do seu pátio.
Conheça as soluções para estacionamentos de postos.
Conheça a Sanvitron →Acesse o site do anunciante.
Automação de abastecimento
Diesel em alta? Controle seus custos com combustíveis.
Automatize o abastecimento interno, acompanhe dados em tempo real e identifique perdas na sua operação.
Descubra como automatizar a gestão de combustível da sua empresa.
Conheça a CTA Smart →Fale com um especialista da CTA.

Iluminação especializada
Tecnologia LED para o seu posto
Soluções em LED para Postos de Combustíveis
Comunicação visual e iluminação desenvolvidas para destacar a identidade do seu posto.
Para certificação aérea, todo o processo é analisado e aprovado por Técnicos da ANAC – Agência Nacional da Aviação Civil, e os ensaios para aprovação estão descritos no manual DGR – Dangerous Goods Regulations e no RBHA-21 – Regulamento Brasileiro de Homologação Aeronáutica.
No caso de certificação marítima, todo o processo é analisado e aprovado por Comandantes da Marinha que atuam na DPC – Diretoria de Portos e Costas, e os ensaios para aprovação estão descritos no manual IMDG CODE – International Maritime Dangerous Goods e na NORMAN-05.
Já para a certificação rodoviária, todas as embalagens para transporte de produtos perigosos deverão atender a ensaios de desempenho descritos na Resolução ANTT 420/04. Os ensaios deverão ser executados em um laboratório acreditado e acompanhados por um OCP – Organismo de Certificação de Produto que emitirá o Certificado de homologação com reconhecimento pelo INMETRO.
“Para que as embalagens recebam a Certificação e atendam aos requisitos da Resolução ANTT 420/04 e das Portarias do INMETRO, as empresas fabricantes de produtos ou de embalagens (denominados solicitantes) deverão escolher entre três modelos distintos de Certificação propostos no Regulamento de Avaliação da Conformidade”, ex-plica o coordenador do departamento de produtos perigosos da Slotter. Estes três modelos são:
Modelo 3 – Ensaio de tipo, seguido de verificação através de ensaio de amostras retiradas no fabricante;
Modelo 5 – Ensaio de tipo, avaliação e aprovação do sistema de gestão da qualidade do fabricante, acompanhamento através de auditorias no fabricante e ensaio em amostras retiradas no fabricante;
Modelo 7 – Ensaio de lote.
Paes expõe, ainda, que atualmente há dois Regulamentos de Avaliação da Conformidade (RAC) aprovados pelo INMETRO através das seguintes Portarias:
Portaria n° 326/06 – para embalagens de até 400 K/450 l; Portaria n° 250/06 – para embalagens de 450 l até 3.000 l – Contentores Intermediários para Granéis – IBC´s.
Além disso, acrescenta que a Portaria n° 320, de 14/08/2007, prorroga o prazo para que as embalagens utilizadas no transporte terrestre de produtos perigosos sejam certificadas por um OCP – Organismo de Certificação de Produto para 25 de janeiro de 2008.
Sobre homologações multimodais, Paes declara que não existe comunicação prevista entre as Autoridades para o aproveitamento de informações de homologação, ou seja, as homologações são independentes. “O problema é ter de gastar três vezes para homologar rodoviário, marítimo e aéreo”, expõe. Este conteúdo foi apresentado durante o 1º Seminário Legislação de Transporte de Produtos Perigosos, realizado pela IFT Transportes (Fone: 11 6856.5900) no dia 30 de agosto último.
Fonte: Jornal LogWeb – 13/11/2007
Brasil Postos
Notícias Relacionadas

Atualizado todo dia. De graça.
Ver o preço da minha cidade →








