Motoristas da região de Denver enfrentaram panes mecânicas após abastecer em postos de grandes redes que venderam gasolina contaminada com diesel.

O caso mobilizou autoridades estaduais, gerou centenas de reclamações formais e abriu negociações sobre reembolso e responsabilidades.

Mais de 200 carros são danificados em redes de postos de gasolina que, ao invés de gasolina, receberam diesel nos seus tanques

 

Motoristas da região metropolitana de Denver, no estado do Colorado, enfrentaram panes e danos mecânicos após abastecerem com gasolina comum contaminada por diesel.

O problema atingiu postos de grandes redes, que receberam o combustível fora das especificações sem terem sido informados previamente sobre a falha.

As reclamações se concentraram em abastecimentos feitos entre a tarde de 7 de janeiro e a manhã de 8 de janeiro, período apontado por autoridades estaduais como o mais sensível.

Diante da sucessão de relatos, a Divisão de Petróleo e Segurança Pública do Colorado, ligada ao Departamento de Trabalho e Emprego do estado, abriu uma investigação formal.

Em poucas horas, o órgão já acumulava mais de 200 queixas de consumidores, a maioria relatando falhas logo após deixar o posto.

Os registros descrevem carros que perderam potência, passaram a trepidar e, em alguns casos, pararam por completo logo após sair da bomba.

Origem da contaminação do combustível

A apuração inicial apontou como origem do problema um terminal operado pela HF Sinclair, localizado no condado de Adams.

O terminal é responsável pela logística de distribuição de combustíveis para diferentes redes varejistas da região.

Segundo autoridades estaduais e reportagens locais, remessas fora de especificação foram carregadas e enviadas a postos que vendem gasolina regular.

Ao chegar aos destinos, o combustível inadequado foi descarregado em tanques destinados à gasolina comum, onde se misturou ao produto já existente.

Com isso, todo o estoque disponível acabou contaminado, sem que houvesse qualquer alerta imediato aos operadores dos postos.

Os motoristas, por sua vez, abasteceram normalmente, sem qualquer sinalização de risco no momento do pagamento ou da liberação das bombas.

A resposta operacional começou quando as reclamações passaram a se multiplicar de forma consistente.

O primeiro posto com indícios claros do problema foi identificado cerca de uma hora após os relatos iniciais.

Essa identificação permitiu interromper as vendas em unidades suspeitas e iniciar a coleta de amostras para análise técnica.

Mais de 200 carros são danificados em redes de postos de gasolina que, ao invés de gasolina, receberam diesel nos seus tanques

Postos afetados e redes envolvidas

As primeiras comunicações públicas mencionaram postos pertencentes a marcas amplamente conhecidas.

Entre elas estavam Costco, King Soopers e Murphy Express, citadas em relatos de consumidores e em reportagens locais.

Com o avanço da apuração, a lista de locais potencialmente atingidos foi ampliada gradualmente.

O estado passou a divulgar endereços e informações de contato para orientar motoristas que acreditavam ter sido afetados.

Paralelamente, o número de ocorrências cresceu com rapidez.

Autoridades relataram que a investigação passou a lidar com centenas de reclamações formais, superando o volume inicial.

O total de registros ultrapassou a marca de 200 casos, caracterizando um episódio de grande escala para os padrões locais.

Enquanto isso, teve início a definição sobre ressarcimento dos prejuízos enfrentados pelos consumidores.

Representantes do governo estadual informaram que a HF Sinclair concordou em reembolsar os clientes afetados.

Ao mesmo tempo, varejistas e seguradoras passaram a discutir procedimentos, prazos e a documentação exigida para comprovar os danos.

Por que diesel provoca falhas imediatas em carros a gasolina

Veículos projetados para rodar com gasolina não são preparados para receber diesel no sistema de alimentação.

Por apresentar características físicas e químicas distintas, o diesel compromete a queima adequada do combustível.

Essa diferença interfere diretamente no funcionamento de componentes essenciais do veículo.

Entre os principais afetados estão bomba de combustível, linhas e bicos injetores.

Os sintomas costumam aparecer rapidamente porque o combustível errado começa a circular no sistema logo após o abastecimento.

Por esse motivo, muitos motoristas relataram falhas ainda nos primeiros quilômetros percorridos.

Em alguns casos, os problemas surgiram já ao tentar ligar o carro depois de completar o tanque.

A extensão do dano varia conforme o volume abastecido, o tempo de uso do veículo e o tipo de sistema de injeção.

Oficinas e redes de assistência consultadas por veículos locais indicaram que o reparo inicial envolve a limpeza completa do tanque e do sistema.

Nos Estados Unidos, os custos estimados começam em cerca de US$ 1.000 a US$ 1.500.

Esses valores podem aumentar de forma significativa se houver necessidade de troca de peças ou danos em componentes mais caros.

Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br/

Mais de 200 carros são danificados em redes de postos de gasolina que, ao invés de gasolina, receberam diesel nos seus tanques

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