Nós revendedores de combustíveis estamos nessa luta a anos, buscando clientes, criando diferenciais, buscando inovações como meios de pagamento, investindo cada vez mais neste segmento que tanto amamos, tendo que a cada dia mais buscar conhecimento para estar à frente e diferenciar-se no atendimento e estrutura, mas muitos não perceberam que estamos sozinhos neste mercado predatório independente de ser bandeirado ou não.
O que muda são preços dos bandeirados sob o monopólio da distribuidora.
Infelizmente nos deparamos com vários problemas nesse segmento, principalmente no fluxo de rodovia ou como falamos, no pesado.
Com o mercado afunilando cada dia mais, mágicas comerciais aparecem de todos os lados, além disso o cliente, seja transportador ou motorista enxerga oportunidade de se beneficiar aproveitando do desespero da revenda, sangrando dia a dia, poucos fazem conta de margem, analisam seus custos e despesas e estão mais suscetíveis a dificuldade de permanência no mercado logo ali na frente.
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Olhando as Cias, percebemos também o quanto eles apertam o nó da gravata da revenda, reduzindo margens, não repassando as baixas na mesma velocidade das altas mas principalmente, tratando com grande diferenciação comercial grandes redes em detrimento do pequeno ou médio, privando o mesmo de manter-se, quiçá enxergar o lucro final do mês para reinvestir no seu próprio negócio.
Hoje nos deparamos com as Cias de petróleo atendendo diretamente as transportadoras, hotéis dentre outras oportunidades existentes no mercado, que antes vinham até o posto para abastecer, colocando ou financiando tanques e bombas sem custo de instalação ou qualquer custo de manutenção do equipamento, somente em troca da compra do produto.Enquanto isso seguimos no posto cheio de exigências e obrigações legais.
Fidelizam o posto por contrato e assediam seus clientes com a estrutura acima.
Muitas Cias, para não dizer todas elas, discursam que o revendedor é um ativo importante no cenário mercadológico atual, mas atuam cada dia para deixá-lo mais fraco e em suas mãos, sendo usado como bem entenderem devido caixa negativo ou reduzido ao extremo.
Podem até dizer que trata-se da conjuntura atual, da pandemia, blá blá blá evitando circulação para enganar os menos entendidos. É importante o revendedor entender que trata-se de enfraquecer a revenda alongando contratos de galonagem mal feitos e calculados com um único objetivo, reter o revendedor por mais tempo no contrato, monopolizando o produto ao custo que julgarem ser melhor a eles e, o revendedor, sequer percebe que não terá lucro suficiente para discutir no âmbito jurídico logo a frente ou seria por medo das altas multas impostas, aceitando preservando as garantias existentes nos contratos.
+++ LEIA TAMBÉM : Repensando o setor de revenda de combustíveis. O desabafo de um revendedor em busca de união !
E o que falar da atuação da ANP, que permite TRR´s entregarem seus produtos na beira das rodovias, EADI´s, pátio de transportadoras, dentre outros atendendo caminhões no varejo com bico de abastecimento, muitas vezes até em frente do posto, ou seja, o cliente poderia deslocar-se sim até um posto revendedor, mas não, é atendido por um TRR que sequer cupom entrega ou segue nossas rígidas exigências para manter-se abertos.
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Infelizmente a ANP Prefere abster-se da discussão, aprofundar-se das mazelas do segmento ou muito menos moralizar o mercado. Já as distribuidoras fazem vista grossa pois o que interessa é vender e receber, afinal o risco não é delas, mas fomentam a irregularidade.
Verticalização disfarçada existe sim, pelas grandes distribuidoras, as quais fidelizam o ponto com contrato de exclusividade, com isso, impõe os preços que bem entendem ao posto revendedor contratado, com margem acima do próprio posto revendedor. Em outras palavras o atacado (distribuidoras) ganham mais do que quem vende no varejo (revendedor).
Mas verticalização não existe! Fica a Reflexão.
Escrito por : Fabio Teixeira – Proprietário da Rede de Postos RODOFOZ
Instagram: @fabioteixeirafoz

Fabio Teixeira – Proprietário na Rede de Postos RodoFoz

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