Resumo
ToggleMais da metade dos postos Brasileiros, operam hoje com uma marca própria ou de uma pequena distribuidora.
A maioria são postos que já ostentaram uma marca forte, mas em virtude dos preços praticados pelos detentores destas marcas, optaram pela própria.
SOLUÇÕES DE EDUCAÇÃO BRASIL POSTOS
Forme a sua equipe, da pista à gestão
Hoje, como conseguem comprar por menores preços, conseguem vender também mais barato, mas, apesar de terem uma margem unitária maior, normalmente o volume cai, conforme as pesquisas da ANP, e a margem total fica semelhante.

A razão para isto, é que apesar da qualidade do combustível depender mais do operador do posto do que da distribuidora que o abastece, o consumidor, se sente mais seguro abastecendo onde se ostenta uma marca forte.
A questão, não é fazer só um posto mais bonito e sim, conquistar a confiança dos consumidores.
Entretanto, poucos fazem isto, e como a mídia tratou de demonizar quem não tem marca forte, somente aqueles, situados em regiões muito carentes, ou voltados para quem roda muito, conseguem ganhar mais.
Construir uma marca regionalizada, não é caro, com uma boa assessoria de imprensa e marketing de proximidade via digital ou não, é possível conquistar e fidelizar seus clientes mostrando sua qualidade.
É melhor do que entregar de graça o cadastro de seus clientes e perder o controle sobre eles !
Market share X share of mind
Você deve se perguntar de vez em quando, por que as empresas que já são bem conhecidas, continuam fazendo propaganda de suas marcas.
A resposta é que no marketing se trabalha basicamente dois números, o share of mind, que apesar do nome complicado, significa a participação da marca na mente dos consumidores e o Market share, a participação física no mercado consumidor.
Associamos o share of mind à marca que os consumidores se lembram na hora de comprarem, por exemplo à demanda, enquanto o Market share é associado ao que eles acabam comprando , à oferta.
Quando o share of mind é maior do que o Market share, significa que a demanda é maior do que a oferta, então existe espaço para se trabalhar com um preço maior, afinal o seu produto é o escolhido, ao contrário, quando o Market share é maior do que o share of mind, significa que a oferta é maior do que a demanda, muito provavelmente por que o preço praticado foi menor do que os concorrentes, para forçar a decisão do consumidor.
É por este motivo que as empresas, mesmo ultra conhecidas, continuam divulgando suas marcas, para que você nunca se esqueça de admirar seus produtos.
Algumas empresas trabalham para que o consumidor veja algum valor superior em seus produtos e estejam dispostos a pagar um pouco mais por eles, seu lema é “meu produto é um pouco mais caro, mas é muito melhor”. outras trabalham pensando ” é tudo a mesma coisa e o meu é mais barato“.
Ser melhor é muito relativo, qualidade não é uma coisa absoluta, como disse Luigi Pirandello, “assim é, se assim lhe parece”, o campo de batalha é a mente das pessoas..
Nos combustíveis, o caso clássico foi o embate na costa oeste dos USA, entre a Arco (Atlantic), que vendia barato, e a Chevron, que vendia mais caro, posicionamento oposto, mas ambas tinham lucro, pois focavam públicos diferentes.
No Brasil, curiosamente, apesar de pequena parcela dos consumidores estar situada nas classes A e B, as três distribuidoras grandes, que detém juntas 80 % de Market share, se posicionam no padrão premium de serviços e preços. Existe um grande espaço para surgir uma distribuidora posicionada com menor sofisticação, menores preços, entretanto passando uma imagem de seriedade para o consumidor.
Os dois Ps, ponto e produto, continuam necessários, pois sem um bom produto e um bom ponto, nada funciona.
Escrito por: Luiz Henrique Sanches
Saiba mais sobre o Autor

Sócio proprietário da LHS Consultoria que oferece treinamento em combustíveis, marketing do petróleo, professor e palestrante. Começou sua carreira como engenheiro do Grupo Ipiranga, em 1976, passando para a área comercial em 1982, para a área de planejamento em 1986, comercio de combustível e lubrificantes para navios em 1989, com atuação internacional, e finalmente migrando para a área de lubrificantes, nas áreas técnicas, de logística e comercial.
Em 1999 assumiu a diretoria comercial do Grupo Manguinhos (50 % Repsol e 50 % grupo Peixoto de castro), com atuação na refinaria, distribuidora de Combustíveis, distribuidora de solventes, fabricação de lubrificantes e rede de postos, um faturamento superior a um bilhão de Reais por ano.
Em 2003 , entrou no ramo de gestão de postos a gás e em 2008 fui convidado para a diretoria da Usina Canabrava, um projeto Green field, na cidade de Campos dos Goytacazes, onde permaneceu até março de 2015.
Desde 2005, paralelamente, possui uma empresa de consultoria, representações e participações, no Rio de janeiro, hibernada por um tempo e “acordada “, em março de 2015.
Luiz Henrique Sanches
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