Últimos Eventos

Refinaria de Mataripe sobe diesel em até R$ 0,87 por litro misturado

Aumento da Acelen na Bahia pesa no Norte e no Nordeste, e sindicato do Tocantins pede que a cobrança por preço olhe a cadeia inteira, não só a bomba

A Acelen, responsável pela Refinaria de Mataripe, na Bahia, promoveu em 17 de setembro alterações expressivas em seus preços. O maior movimento foi no diesel, que é também o produto mais sensível para a economia de estados agrícolas e dependentes de transporte rodoviário.

Reajuste da Acelen em 17/09, por litro:
Diesel S-10 · produto puro +R$ 0,8289 · impacto após a mistura +R$ 0,7046
Diesel S-500 · produto puro +R$ 1,0289 · impacto após a mistura +R$ 0,8746
Gasolina A · produto puro +R$ 0,1507 · impacto após a mistura +R$ 0,1025

Os valores foram divulgados pelo Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Tocantins, o Sindiposto-TO, em comunicado de 18 de setembro.

Brasil Postos Negócios

Brasil Postos Negócios

Compra e venda de postos de combustíveis

Vendemos o seu posto em até 30 dias

Compre ou venda postos de combustíveis em todo o Brasil.

Conectamos compradores, investidores e proprietários com segurança, confidencialidade e ampla divulgação para o público certo.

+45 mil postos no mercado brasileiro
+16 anos de atuação no setor
75% dos revendedores do país
100% confidencial, do cadastro ao fechamento
Cadastro com sigilo total Avaliação da operação Intermediação até o fechamento Alcance nacional

Não é um problema só da Bahia

A Refinaria de Mataripe tem importância estratégica para o abastecimento do Norte e, principalmente, do Nordeste. Para o Sindiposto-TO, um movimento dessa magnitude não deve ser lido como fato restrito ao estado onde a refinaria está, mas como sinal relevante para o mercado regional.

No Tocantins, o peso é ainda maior. As grandes distâncias, a forte dependência do transporte rodoviário e o custo logístico elevado fazem com que qualquer alta na origem chegue à bomba somada a um frete que já é caro. Não por acaso, a entidade diz que sua maior preocupação no momento é o diesel, essencial para o transporte de cargas, a produção agrícola e a circulação de alimentos.

O posto está na ponta, não no comando

O comunicado do sindicato faz uma distinção que o debate público costuma apagar. O valor que o consumidor encontra na bomba é resultado de uma cadeia: produção ou importação, refino, distribuição, tributação, mistura de biocombustíveis e logística, até chegar à revenda. O posto compra da distribuidora pelo preço disponível naquele momento e precisa administrar estoque, capital de giro, folha de pagamento, despesas operacionais e custo financeiro.

“Do poço ao posto, o preço é consequência, não decisão”, afirmou o presidente do Sindiposto-TO, Wilber Silvano de Sousa Filho.

A entidade defende que fiscalizações e discussões públicas sobre preço sejam conduzidas com critério técnico e considerem toda a cadeia — do custo na origem aos valores de distribuição, tributação e logística. É um recado com endereço certo: na mesma semana, a Secretaria Nacional do Consumidor abriu investigação contra 12 empresas do setor por aumento abusivo, e a lista inclui três postos.

Grupo de WhatsApp Brasil Postos

Grupo de WhatsApp

Brasil Postos revendedores

Grupo de WhatsApp exclusivo

Informação que ajuda a melhorar o resultado.

Participe do WhatsApp onde donos e gestores trocam experiências, notícias e práticas de gestão sem vendedores e sem spam.

Donos e gestores CNPJ validado Conteúdo e networking
Adesão gratuita Solicitar vaga no WhatsApp →

Entrada após validação do CNPJ

Um detalhe do comunicado que protege o revendedor

Há uma frase no texto do Sindiposto-TO que passa despercebida, mas é das mais importantes. O sindicato esclarece que não antecipa preços, não recomenda reajustes e não interfere nas decisões comerciais dos revendedores — cada posto é uma empresa independente e define seu preço conforme seus custos, estoques e condições comerciais.

Isso não é formalidade. Entidade de classe que sugere reajuste, divulga tabela de preço recomendado ou orienta os associados sobre quanto cobrar se expõe a acusação de coordenação de preços, com risco concorrencial para ela e para os postos que seguirem a orientação. A postura do sindicato do Tocantins é a correta, e serve de referência: a entidade pode e deve explicar a formação de custos publicamente, mas a decisão de preço é individual de cada posto.

O que fazer com um aumento dessa magnitude

Para o revendedor abastecido direta ou indiretamente por Mataripe, a primeira providência é documental. Arquivar a nota fiscal da primeira carga com o preço novo, com data, e registrar quando o preço na bomba foi ajustado. Um aumento de R$ 0,70 por litro no diesel S-10 é justa causa comprovável para repasse — mas só se o posto conseguir mostrar a sequência: o custo subiu antes, a bomba subiu depois.

A segunda é de gestão de caixa. Alta desse tamanho no diesel eleva de uma vez o valor de cada carga, e o capital de giro necessário para manter o mesmo volume de estoque sobe na mesma proporção. Posto com caixa apertado sente primeiro no prazo de pagamento à distribuidora. Vale revisar o volume de compra e o calendário de cargas antes que o problema apareça.

A terceira é de comunicação com o cliente, sobretudo com frota e produtor rural, que sentem o diesel mais que qualquer outro público. Explicar a origem do aumento, com o dado da refinaria em mãos, preserva a relação muito melhor que reajustar em silêncio.

Fonte: Conexão Tocantins (18/09/2026), com base em comunicado do Sindiposto-TO — ver matéria original. Texto autoral Brasil Postos com base no conteúdo original.

Perguntas e respostas

Quanto a Refinaria de Mataripe aumentou o diesel?

Em 17 de setembro, a Acelen elevou o diesel S-10 em R$ 0,8289 por litro no produto puro, com impacto de R$ 0,7046 após a mistura. O S-500 subiu R$ 1,0289 puro e R$ 0,8746 misturado. A gasolina A teve alta de R$ 0,1507, ou R$ 0,1025 no produto misturado.

Por que o aumento em Mataripe afeta outros estados?

Porque a refinaria tem importância estratégica para o abastecimento do Norte e, principalmente, do Nordeste. Em estados distantes e dependentes do transporte rodoviário, como o Tocantins, a alta na origem chega à bomba somada a um custo logístico já elevado.

O sindicato pode recomendar preço aos postos?

Não deve. O Sindiposto-TO esclareceu que não antecipa preços, não recomenda reajustes e não interfere nas decisões comerciais dos revendedores. Orientar associados sobre quanto cobrar expõe a entidade e os postos a acusação de coordenação de preços. A decisão de preço é individual de cada posto.

Como o posto comprova que o reajuste tem justa causa?

Arquivando a nota fiscal da primeira carga com o preço novo, com data, e registrando quando o valor na bomba foi alterado. A sequência precisa ficar clara: o custo de aquisição subiu antes e o preço na bomba subiu depois.

O que muda no caixa do posto com um aumento desse tamanho?

Cada carga passa a custar mais, e o capital de giro necessário para manter o mesmo volume de estoque sobe na mesma proporção. Posto com caixa apertado sente primeiro no prazo de pagamento à distribuidora. Vale revisar volume de compra e calendário de cargas.

Não perca nenhuma mudança que afeta o seu posto

Legislação, fiscalização e mercado — o que muda na sua margem, toda semana no seu e-mail.

Brasil Postos