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Túnel de lavagem automática chega a Florianópolis com capacidade de 50 carros por hora

Modelo de lavagem expressa inaugurado no Estreito combina esteira de 27 metros, água por osmose reversa e reúso de 80%, sem agendamento.

Florianópolis ganhou nos dias 21 e 22 de agosto seu primeiro túnel de lavagem automática, o Accelerato GoWash, instalado no bairro Estreito. Para o dono de posto, o dado que importa não é a inauguração em si, e sim o modelo de operação: lavagem completa em cerca de cinco minutos, atendimento por ordem de chegada e capacidade de até 50 carros por hora. É um padrão de serviço que concorre diretamente pelo mesmo cliente que hoje para na pista.

O contexto local ajuda a explicar a aposta. Em cidade litorânea, o ar carregado de sal se deposita na lataria, nas rodas, nos frisos e nos parafusos, tirando o brilho da pintura e favorecendo pontos de ferrugem. Ao mesmo tempo, o formato tradicional de lava-jato, que exige deixar o carro por horas e voltar para buscar, briga com a rotina do consumidor. O túnel ataca as duas dores de uma vez: velocidade e cuidado com a pintura.

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Como funciona a operação de 50 carros por hora

No túnel, o carro entra em uma esteira de 27 metros e passa por pré-lavagem, espuma, escovas, cera, enxágue e secagem, com o motorista dentro do veículo. O preparo é simples: recolher os retrovisores, retirar a antena de haste, fechar os vidros e desligar o limpador automático. Na esteira, o condutor mantém o câmbio em ponto morto, tira os pés dos pedais e deixa o equipamento conduzir.

Do ponto de vista de operação, o desenho é o oposto do lava-jato manual: throughput alto, mão de obra enxuta e fila que anda. Cinquenta carros por hora é uma escala que nenhum box manual alcança, e o atendimento por ordem de chegada transforma a lavagem em compra por impulso, encaixada no trajeto, em vez de compromisso agendado. É a mesma lógica que sustenta a conveniência no posto: reduzir a fricção até o serviço caber em qualquer parada.

Osmose reversa, cera selante e 80% de água reaproveitada

O pacote técnico também merece atenção de quem avalia investir em lavagem. O enxágue final passa por osmose reversa, processo que retém sais e minerais dissolvidos e entrega água ultrapura à superfície, evitando as manchas esbranquiçadas deixadas pela evaporação e ajudando a remover parte do resíduo salino da maresia. A cera selante cria camada protetora sobre a pintura e a cera hidrorrepelente afasta a água da superfície. As escovas são de espuma de células fechadas e alta densidade, que não absorvem água nem sujeira, de modo que as partículas escorrem em vez de ficar presas na estrutura.

No custo operacional, o dado central é hídrico: segundo os proprietários, 80% da água é reciclada a cada lavagem, com produtos biodegradáveis e sistema de reaproveitamento que devolve a água ao processo. Para uma operação que roda dezenas de ciclos por dia, o reúso é o que separa uma conta de água viável de uma inviável, além de pesar no licenciamento ambiental.

O que o modelo sinaliza para o revendedor

A unidade opera de segunda a sábado, das 7h às 19h, com três planos de lavagem externa — Basic, Medium e Premium, este último incluindo lavagem do chassi — e limpeza interna contratada à parte. A estrutura de planos escalonados mais serviços avulsos é um desenho clássico de elevação de ticket, o mesmo que a conveniência aplica há anos.

O recado para o setor é direto: o serviço de lavagem, historicamente tratado como área acessória do posto, está sendo profissionalizado por operadores dedicados, com escala, tecnologia de água e proposta de tempo que o box manual não entrega. Onde esse modelo chegar, o posto que mantém lavagem improvisada tende a perder o serviço — e o fluxo que ele gera na loja — para quem tratou lavagem como negócio. A reportagem acompanha os desdobramentos e atualizará conforme novos fatos.

Fonte: ND Mais (21/08/2026), conteúdo publicado em formato publieditorial com informações da Accelerato GoWash — ver matéria original. Texto autoral Brasil Postos com base no conteúdo original.

Perguntas e respostas

Como funciona o túnel de lavagem automática inaugurado em Florianópolis?

O carro entra em uma esteira de 27 metros e passa por pré-lavagem, espuma, escovas, cera, enxágue e secagem, com o motorista dentro do veículo. O processo termina em cerca de cinco minutos, o atendimento é por ordem de chegada, sem agendamento, e a estrutura comporta até 50 carros por hora.

O que o motorista precisa fazer antes de entrar no túnel de lavagem?

Antes de entrar, é preciso recolher os retrovisores, retirar a antena de haste, fechar os vidros e desligar o limpador automático de para-brisa. Já na esteira, o condutor mantém o câmbio em ponto morto e tira os pés dos pedais, deixando o equipamento conduzir o veículo até o fim do ciclo.

A lavagem automática protege a pintura do carro contra a maresia?

O enxágue final usa água ultrapura tratada por osmose reversa, que retém sais e minerais e evita manchas esbranquiçadas, ajudando a remover resíduo salino da lataria. A cera selante forma camada protetora, a cera hidrorrepelente afasta a água e as escovas de espuma de células fechadas não retêm sujeira.

Quanta água o túnel de lavagem automática reaproveita por ciclo?

Segundo os proprietários da unidade, 80% da água é reciclada a cada lavagem por um sistema que devolve a água ao processo, combinado ao uso de produtos biodegradáveis. Para operações de alto volume, o reúso reduz o custo hídrico e pesa a favor no licenciamento ambiental do serviço.

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