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Eletropostos chegam a 100 cidades de SC e o posto já é o ponto preferido

Carregador rápido de veículos elétricos instalado na área de um posto de combustíveis de rodovia

Meta da Celesc é um ponto de recarga a cada 50 km no estado — e seis dos oito carregadores rápidos já em operação ficam dentro de postos de combustível

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O número de cidades catarinenses com eletropostos públicos para recarga de veículos elétricos deve subir de 38 para 100 até o fim deste ano, segundo a Celesc. A expansão faz parte do projeto Corredor Elétrico, desenvolvido pela Fundação CERTI, cuja meta é que Santa Catarina tenha um eletroposto a cada 50 quilômetros de território.

A notícia foi publicada como pauta de trânsito e mobilidade. Mas a lista de endereços divulgada pela concessionária responde a uma pergunta que muito revendedor vem fazendo: quem está hospedando esses carregadores?

Na recarga rápida, o posto já é o padrão

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A rede tem dois tipos de estação. Entre as oito de carregamento rápido hoje em operação, seis funcionam dentro de postos de combustíveis: Auto Posto Cabeçudas, em Laguna; Posto Petrosimon, em Maracajá; Posto Toniá, em Alfredo Wagner; Posto Peruzzo, em Lages; Posto Ilha Bela, em Florianópolis; e Posto Sinuelo Sul, em Araquari. Os outros dois pontos ficam na Coopercampos, em Campos Novos, e na própria Celesc, na capital.

Já entre as quinze estações semirrápidas, o perfil se inverte: predominam supermercados, shoppings, hotéis, prefeitura e universidade. Só três estão em postos — Auto Posto Planeta, em Treze Tílias; Posto Agricopel, em Jaraguá do Sul; e Posto São Marcos, em Nova Veneza.

Essa divisão não é acaso, e explica muito sobre onde está a oportunidade real. Carregador rápido exige potência elétrica que a maioria dos estabelecimentos comerciais não tem instalada, e atende quem está em deslocamento — precisa de acesso fácil, manobra para veículo maior, banheiro e algo para fazer enquanto espera. É a descrição de um posto de rodovia.

O semirrápido tem outra lógica: o cliente deixa o carro carregando enquanto faz compras ou trabalha, por uma hora ou mais. Aí o supermercado e o shopping levam vantagem, porque a permanência longa é o próprio modelo de negócio deles.

Os números que faltavam para fazer conta

A Celesc divulgou os preços praticados, e esse é o dado mais útil da matéria para quem avalia o negócio. Nas estações semirrápidas, o custo da energia ao usuário é de R$ 1,99 por kWh, após redução recente de 10% aplicada pela companhia para incentivar a mobilidade de baixa emissão no estado. Nas rápidas, o valor é de R$ 2,29 por kWh.

Segundo a concessionária, o valor arrecadado é revertido para a operação do sistema, manutenção dos equipamentos e suporte ao cliente. O acesso é feito por QR Code no local ou pelo aplicativo Eletroposto Celesc.

Vale registrar o que esses números são e o que não são. R$ 2,29 por kWh é preço de venda ao consumidor num modelo operado por concessionária de energia, não a margem de quem cede o espaço. A matéria não informa como se dá a relação comercial entre a Celesc e os postos que hospedam os carregadores — se há aluguel de área, participação na receita ou apenas a contrapartida do fluxo de clientes. Quem for negociar precisa perguntar exatamente isso.

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O Corredor Elétrico começou em 2016, com a primeira estação instalada em novembro daquele ano, e em 2022 contava com 33 pontos. A iniciativa também serve para a Celesc estudar o comportamento do carregamento de veículos elétricos, os impactos na rede de distribuição e a inserção dos eletropostos no mercado nacional.

Ou seja: passar de 38 para 100 municípios em um único ano, depois de uma década de crescimento lento, indica que a fase de teste terminou. Isso conversa com o que os números nacionais mostram — os eletrificados chegaram a 23,3% dos emplacamentos de veículos leves em julho, e pela primeira vez os elétricos superaram o diesel nas vendas mensais.

Vale manter a proporção, como já tratamos aqui: a frota circulante muda muito mais devagar que a venda, e os eletrificados ainda são pouco mais de 1% dos automóveis do país. Ninguém precisa converter a operação. Mas a infraestrutura de recarga está sendo distribuída agora, e a escolha de quem hospeda cada ponto tende a durar anos.

O que fazer se o seu município está na lista

A Celesc divulgou a relação dos municípios onde os novos eletropostos serão instalados — são cerca de cem, incluindo cidades de todas as regiões catarinenses, do Oeste ao litoral. Se o seu está entre eles, existe uma janela objetiva de conversa que não depende de investimento próprio.

A primeira providência é procurar a concessionária antes que outro estabelecimento da cidade o faça. Ponto de recarga tende a ser único ou quase único por município nessa fase, e o critério de escolha costuma envolver localização, disponibilidade de energia e acesso — características em que o posto normalmente leva vantagem sobre o comércio local.

A segunda é levar as perguntas certas: qual a potência necessária e se a entrada de energia do posto comporta; de quem é o investimento no equipamento e na adequação elétrica; qual o modelo de remuneração ao estabelecimento; e qual a exclusividade e o prazo do acordo.

E vale enxergar o ganho pelo ângulo correto. O retorno do eletroposto, nesta fase, dificilmente está na venda de energia — está no tempo de permanência. Uma recarga rápida mantém o cliente de vinte a quarenta minutos no seu estabelecimento, contra três a cinco minutos de um abastecimento comum. É o cliente com maior tempo de exposição à loja que já passou pela sua pista. Quem tem conveniência estruturada capta isso; quem não tem, oferece uma tomada e vê o cliente esperar no carro.

Fonte: NSC Total (17/08/2026), por Alexia Elias — ver matéria original, com dados da Celesc. Texto autoral Brasil Postos com base no conteúdo original.

Perguntas e respostas

Quantos municípios de SC terão eletropostos públicos?

A Celesc pretende chegar a 100 municípios até o fim de 2026, partindo dos 38 que já contam com o serviço. A meta do projeto Corredor Elétrico é ter um eletroposto a cada 50 quilômetros no território catarinense. A primeira estação foi instalada em novembro de 2016.

Quanto custa carregar um veículo elétrico nos eletropostos da Celesc?

Nas estações semirrápidas, R$ 1,99 por kWh, após redução recente de 10% aplicada pela companhia. Nas rápidas, R$ 2,29 por kWh. Segundo a concessionária, o valor arrecadado é revertido para a operação do sistema, manutenção dos equipamentos e suporte ao cliente.

Postos de combustíveis podem hospedar eletropostos?

Já hospedam. Seis dos oito pontos de carregamento rápido em operação em Santa Catarina funcionam dentro de postos, e outros três estão entre as estações semirrápidas. Carregador rápido exige potência elétrica e características de acesso que o posto de rodovia normalmente reúne melhor que o comércio local.

Qual a diferença entre carregamento rápido e semirrápido?

Além do preço por kWh, muda o perfil de uso. O rápido atende quem está em deslocamento e precisa retomar a viagem, exigindo maior potência elétrica instalada. O semirrápido serve a quem deixa o veículo carregando por período mais longo, o que favorece supermercados, shoppings e hotéis.

Como o cliente utiliza o eletroposto?

É preciso escanear o QR Code disponível no próprio local onde a estação está instalada, ou utilizar o aplicativo Eletroposto Celesc. O sistema é operado pela concessionária, que também responde pela manutenção dos equipamentos e pelo suporte ao usuário.

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