Reajuste chegou a 50% no valor do litro do etanol e de 22%, no da gasolina. Sindicato não sabe motivo da mudança, que assustou até gerente de posto.

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Consumidores se surpreenderam, na quinta-feira (23), com o aumento dos preços dos combustíveis na maioria dos postos de Goiânia. Em média, o reajuste foi de 50% no valor do litro do etanol e de 22%, no da gasolina.  O Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindiposto) desconhece o motivo da mudança.

O valor do litro da gasolina podia ser encontrado por até R$ 2,94. Com o aumento, há postos vendendo a R$ 3,59. Já o litro do etanol passou de R$ 1,73 para R$ 2,59.

Assim, antes era necessário R$ 86,5 para abastecer o carro com 50 litros de etanol. Agora, colocar a mesma quantidade custa R$ 129,75, ou seja, R$ 43 a mais. Se fosse gasolina, o cliente teria que desenbolsar R$ 32,5 além do gastava antes.

A mudança assustou até alguns gerentes de postos da capital. “Até quando eu vou ficar com meu preço, eu não sei. Jamais a gente poderia contar com um aumento desse”, revela Edson Firmino.

Motoristas se revoltaram com o reajuste. “Você vem para abastecer uma quantidade de combustível, chega aqui e seu dinheiro não dá para colocar nem a metade do que você pensou. E aí como a gente faz, deixa o carro na garagem e anda a pé? ”, questiona o funcionário público Aldacy Barbosa.

O engenheiro Augusto Carpaneda questiona o motivo do aumento. “O Brasil é autossuficiente em álcool, em combustível e é um dos preços mais caros do mundo”.

De acordo com o frentista Cleudivan Rocha, muitos clientes foram embora ao notar o reajuste nas bombas. “O povo chega aqui, encosta na bomba e vê o preço e aí vai procurar outros postos para saber se está o mesmo preço. Umas 20 pessoas já foram embora. O movimento caiu mesmo”.

Filas – Em busca de economia, consumidores procuram por estabelecimentos em que o preço antigo foi mantido. Assim, enormes filas de carros se formam nestes postos, como unidades localizadas nos setores Jardim Europa e Jardim Goiás.

Parte dos motoristas não teve paciência ou tempo suficiente para ficar nas filas. “Vou pagar maios caro, mas vou colocar só um pouquinho e mais tarde eu volto para aproveitar a promoção”, diz o empresário Judá Milhomem.

O Sindiposto informou, em nota, que não sabe se o reajuste permanecerá. A entidade afirmou que “preza pela livre concorrência, pela livre iniciativa e repudia qualquer prática contrária a tais valores”.

Fiscalização – Diante do aumento, a Superintendência de Proteção aos Direitos dos Consumidores (Procon) em Goiás iniciou, nesta sexta-feira (24), uma fiscalização nos postos de combustíveis da capital. A expectativa é de que 100 estabelecimentos sejam visitados até a próxima terça-feira (28).

Segundo a superintendente em exercício do Procon, Rosânia Nunes, o órgão não pode limitar a margem de lucro dos postos de combustíveis. “Então, o que o Procon pode fazer na proteção dos consumidores é verificar se há prática anticompetitiva, como por exemplo, cartel, alinhamento de preços ou qualquer outra prática que retire do consumidor possibilidade de escolha”, disse.

Fonte: http://g1.globo.com/goias/noticia

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