O preço médio da gasolina comum vendida em postos no Brasil subiu 1,83% em dezembro na comparação com o mês anterior, na sétima alta mensal consecutiva, para 4,714 reais por litro, mesmo patamar de dezembro de 2019, disse nesta segunda-feira a empresa de soluções de gestão de frotas ValeCard.

Segundo levantamento da companhia, o valor médio do combustível nas bombas –que havia caído nos primeiros cinco meses do ano– acumulou alta de 17,55% em relação a maio.

A demanda por combustíveis em 2020 foi fortemente afetada por medidas de isolamento social anunciadas por governos estaduais e prefeituras a partir de março como forma de combate ao novo coronavírus, o que contribuiu para uma queda dos preços.

Em maio, auge do recuo nas cotações, em meio a quarentenas que reduziram o uso de combustíveis, a ValeCard apurava o valor médio da gasolina em R$4,01 por litro nas bombas.

Ao longo do último mês, a Petrobras elevou o preço da gasolina nas refinarias em duas ocasiões.

Ao longo de todo ano de 2020, no entanto, o preço de venda do combustível às distribuidoras ainda acumulou uma queda de 4,1%, segundo a estatal.

O repasse dos reajustes nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro na gasolina.

Em dezembro, conforme a ValeCard, as maiores altas de preços nos postos do país foram registradas no Amazonas (4,61%) e em Pernambuco (3,65%). Por outro lado, São Paulo (0,85%) e Goiás (0,92%) foram os Estados onde ocorreram as menores variações no valor do combustível no período.


Combustíveis podem ficar até 10% mais caros em 2021

Se a diminuição dos deslocamentos, por conta da covid-19, provocou uma redução da demanda e preço dos combustíveis fósseis neste ano, é esperado que a retomada econômica mundial gere maior competição e os preços voltem a subir.

Consumidor já pode considerar um reforço de dinheiro para os custos de combustíveis, que têm tudo para serem reajustados, segundo economistas ouvidos pelo E-Investidor.

Se a diminuição dos deslocamentos, por conta da covid-19, provocou uma redução da demanda e preço dos combustíveis fósseis neste ano, é esperado que a retomada econômica mundial gere maior competição e os preços voltem a subir.

Ainda que não espere uma grande elevação dos preços, Celso Hildebrand, professor e coordenador de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), estima que gasolina, diesel e etanol podem ser reajustados entre 5% e 10%.

Os votos de fim de ano precisam dividir espaço com a preparação do orçamento para 2021. Na hora de organizar as contas, o consumidor já pode considerar um reforço no caixa para os custos com combustíveis, que têm tudo para serem reajustados, segundo economistas ouvidos pelo E-Investidor. Há estimativas de alta de até 10% no preço na bomba.

“Vai ter aumento com certeza, por conta de uma dinâmica econômica diferente”, afirma Joelson Sampaio, coordenador do curso de economia da FGV EESP.

“O alerta é que vai ter um peso maior para o bolso do consumidor.”

Como a pandemia de coronavírus reduziu o deslocamento dos brasileiros, houve uma redução da demanda e, consequentemente, dos preços dos combustíveis fósseis. Como já é esperada uma retomada econômica mundial, haverá competição entre os países e os preços voltarão a subir. “Não se deve esperar que em 2021 os combustíveis tenham uma dinâmica como foi a de 2020”, diz Sampaio.

Ainda que não espere uma grande alta nos preços, Celso Hildebrand, professor e coordenador de projetos da Fundação Instituto de Administração (FIA), estima que gasolina, diesel e etanol devem sofrer reajustes de 5% a 10%. “Não devem acontecer variações maiores que estas porque a demanda ficaria comprometida”, avalia Hildebrand.

No caso dos derivados de petróleo, como gasolina e diesel, o professor da FIA entende que não deve haver pressões do ponto de vista internacional sobre o preço da commodity, que “não tem espaço para reajustes significativos”. No caso do etanol, Hildebrand observa uma pressão dos preços alcançados pelo milho no mercado nacional e internacional, que podem gerar alguma correção. “Mas vai ser um preço que mantenha o diferencial do etanol em relação à gasolina, para não perder mercado.”

Apesar de não fazer uma projeção específica, Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper, diz que um aumento de até 10% nos derivativos de petróleo não geraria surpresa. “Se o IPCA fechar em 3,5% de inflação, é possível esperar um reajuste de gasolina de pelo menos 3,5%”, diz Rocha.

Para o professor do Insper, o sucesso na vacinação contra a covid-19 vai acelerar a corrida global pelo “tempo perdido” na crise. Isso levará a um aumento de demanda por commodities, que em algum momento atingirá o consumidor final. “O fator mais relevante é o preço do barril do petróleo, isso é o que vai pesar mais. À medida que o preço sobe, aqui no Brasil a Petrobras vai ter que ajustar [o preço] na bomba”, explica Rocha.

Fonte:  E-Investidor Estadão


 

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