Diante da onda de assaltos contra postos de combustíveis e caixas eletrônicos, o que fazer para reduzir o risco de ser a próxima vítima?
Toda semana surgem novas manchetes noticiando a tentativa de algum assalto contra um posto de combustível. E agora, os bandidos estão ainda mais ousados, não querem apenas o dinheiro que está com o frentista ou no caixa da loja, querem também todas as notas que estão dentro dos caixas eletrônicos. Para conseguir isso, eles usam bombas para explodir a máquina, provocando danos ao estabelecimento e colocando vidas em risco.
No Mato Grosso, um dos estados onde foram registradas mais ocorrências em 2011, este tipo de assalto fez cinco vítimas fatais entre os meses de janeiro e setembro. Em São Paulo, o índice estava tão alto, que alguns proprietários de postos chegaram a solicitar a retirada dos caixas eletrônicos de suas lojas. Segundo o DEIC (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), mais de dois mil equipamentos foram detonados nos dois últimos anos.
De acordo com a assessoria de imprensa da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), uma série de investimentos foram feitos para tornar as máquinas mais robustas e com elevado grau de resistência, porém, o problema não foi resolvido. “Nos últimos meses os assaltos e arrombamentos aos terminais de autoatendimento têm usado força desproporcional, com armamentos pesados, de elevado poder de destruição, inclusive explosivos”, declarou.
Para tentar desestimular as quadrilhas a utilizar esta técnica, a Febraban em parceria com os bancos e instituições ligadas ao setor estão estudando alternativas. “Estamos empregando dispositivos antifurto que danificam as cédulas, o Banco Central emitiu regulamentação apropriada a respeito e também estão em estudo formas de inutilização das cédulas, e a experiência internacional é um referencial”, adiantou a assessoria.

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