MA - Postos de gasolina podem estar recebendo produtos desviadosDirigente sindical suspeita que gasolina mais barata pode ser produto de um ‘esquema’

O Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Maranhão (SindCombustíveis-MA) advertiu nesta segunda-feira (7) que tem recebido diversas denúncias de que um grande volume de combustíveis estaria sendo permanentemente desviado da área do Porto do Itaqui.

O presidente do SindCombustíveis-MA, Orlando Santos, informou que, em média, cerca de 60 navios atracam no Complexo Portuário da Baia de São Marcos transportando 50 milhões de litros de combustível cada um, que são distribuídos entre os estados do Maranhão, Piauí, Tocantins, parte do Ceará, Pará e Amazonas.

‘Chegou ao nosso conhecimento que de 5 a 10 milhões de litros estão sendo desviados por mês através de uma logística simples: caminhões estacionam à noite nos pátios das empresas que operam no Porto para serem abastecidos com o produto desviado’, denunciou Orlando Santos, presidente do SindCombustíveis-MA.

Com isso, explica o presidente, ocorre sonegação de impostos, lesão econômica às distribuidoras, adulteração do produto ou da bomba de combustíveis. O alerta, complementou, surgiu quando o preço do combustível começou a cair inesperadamente e sem motivos.

‘Como pode um revendedor comprar gasolina comum a R$ 2,41 e vendê-la a R$ 2,29? Esse preço abaixo do que está sendo comercializado é um indício de que alguns revendedores estão de alguma forma se beneficiando do esquema’, avalia.

Santos diz ainda que não pode comprovar quem e quantos estão cometendo esse crime. Só espera não haver conivência de gente da Empresa Maranhense de Administração Portuária (Emap). ‘Precisamos alertar o consumidor de que ele é o maior lesado, pois pode estar abastecendo com combustível adulterado nas bombas ou no líquido’, ratifica.

A adulteração na bomba acontece quando o consumidor pensa ter abastecido 1 litro, por exemplo, mas na verdade só recebeu 800 ml. Já a adulteração no produto ocorre quando ele é misturado a solvente, o que prejudica o funcionamento do veículo.

‘O Sindicato tem atuado com transparência, procurando dialogar, manter o equilíbrio do mercado e declarando guerra aos maus empresários. Queremos que as autoridades competentes como a Polícia Federal e o Ministério Público fiscalizem o setor e ajam com rigor para coibir essa prática’, frisou Santos.

Nesta segunda-feira (7), Orlando Santos viajou para o Rio de Janeiro, onde será recebido pela diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Lá, conversará sobre o que está acontecendo no Maranhão.

 

Fonte: http://jornalpequeno.com.br/

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