Segundo presidente, custo anual com crimes chega a R$ 4 mil, em Goiânia.Para se proteger, donos apostam em alternativas como o cofre ‘boca de lobo’.

A grande quantidade de assaltos a postos de combustíveis em Goiânia provocou uma situação inusitada entre os donos dos estabelecimentos. Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Goiás (Sindiposto), alguns proprietários lançam o prejuízo com os crimes nas planilhas anuais de custos.

“O dono de posto acaba colocando isso no custo por ser corriqueiro. Se você pensar que umas cinco vezes por ano acontece isso, vão R$ 3 mil ou R$ 4 mil todo ano para o ladrão”, explica José Batista Neto, presidente do Sindiposto.

Os roubos ocorrem geralmente à noite e são flagrados por câmeras de segurança. Foi o que ocorreu em um posto localizado no Setor Norte Ferroviário (veja vídeo acima). Um homem chega de capacete, mostra a arma, pega R$ 1,2 mil e sai correndo. A ação durou cerca de 30 segundos.

A situação deixa os funcionários apreensivos. “A partir das 18 horas, todos os dias, a gente fica apreensivo, naquele medo, será que vai ou não acontecer [um assalto]”, diz o frentista Douglas Pereira.

Para tentar se proteger, os empresários apostam em alternativas, como por exemplo, o cofre do tipo “boca de lobo”. Ele é construído dentro de uma sala que somente o gerente tem acesso. Quando o servidor intera R$ 120 recebidos, deposita em um envelope do outro lado da parede. De lá, a quantia vai direto para o banco.

“A gente não tem como evitar 100%, o que pode fazer é minimizar o prejuízo e uma das formas é esse sistema de boca de lobo”, afirma Walter Zerwaest, dono de um posto.

A Polícia Militar informou que vai intensificar o patrulhamento nos bairros onde há mais assaltos e pede ajuda da comunidade para passar informações sobre os ladrões. A corporação orienta ainda que a população ligue para os telefones das viaturas para que o atendimento seja feito mais rapidamente.

frentistas

Fonte : http://g1.globo.com/

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