Tecnologia em nome da qualidade do ar
Uma pesquisa pioneira no país está abrindo um novo horizonte para o gerenciamento de áreas contaminadas em postos de serviço e outras instalações do setor de combustíveis.
O trabalho, realizado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP) e financiado pelo Sindicom, tem como foco o comportamento dos vapores gerados por derivados de petróleo em solos tipicamente brasileiros, a fim de viabilizar técnicas eficazes para impedir que essas substâncias subam às instalações prediais e exponham a riscos os seres humanos.
A tecnologia, conhecida como controle de intrusão de vapores, é difundida nos Estados Unidos e em outros países, mas ainda pouco utilizada no Brasil. A intrusão é o processo em que os compostos gasosos contidos no subsolo contaminado ascendem à superfície através de rachaduras e desníveis das fundações prediais e penetram em ambientes fechados, afetando a qualidade do ar.
Entre essas substâncias estão o benzeno, tolueno, etilbenzeno e xileno, que, nos sistemas de controle e mitigação de vapores, são coletados antes de chegar às edificações. O controle de intrusão é feito por meio de drenos horizontais instalados abaixo do contrapiso das construções, com base no diagnóstico e na mensuração do problema na etapa anterior ao dimensionamento do sistema de controle e mitigação. Coletados nas linhas de drenagem, os vapores são canalizados até instalações de tratamento e submetidos a filtração com carvão ativado.
As frações tratadas são liberadas para a atmosfera, enquanto os resíduos do processo têm destinação ambientalmente correta.
sistema de vapor
Custo menor
A pesquisa é realizada na Politécnica desde o início do ano, no Laboratório de Mecânica dos Solos (LMS), do Departamento de Engenharia de Estruturas e Geotécnica. A principal inovação do trabalho é o estudo do comporta mento de transporte e atenuação dos vapores gerados em solos característicos do país por combustíveis brasileiros. “Há metodologias desenvolvidas nos Estados Unidos, mas que levam em conta os tipos de solo e a composição da gasolina de lá. Queremos tropicalizar esse processo”, afirma o engenheio, pesquisador e consultor ambiental, Alexandre Maximiano, que conduz o estudo.
Com o apoio à pesquisa, que deverá ser concluída em 2017, o Sindicom objetiva difundir o controle de intrusão de vapores como alternativa de engenharia a técnicas de remediação usuais no gerenciamento de áreas contaminadas. “A troca da remediação pelo controle de intrusão pode diminuir o custo final do gerenciamento em 40% a 50%”, prevê Alexandre Maximiano, que tem como orientador do trabalho o especialista em Geotecnia, Fernando Antônio Medeiros Marinho.
“O Sindicom poderá oferecer para as associadas um ganho enorme graças à adaptação das tecnologias de controle de intrusão de vapores à nossa realidade, já que a remediação, para a recuperação de uma área, é altamente custosa e demorada”, destaca Maximiano. O pesquisador observa que, com métodos convencionais de remediação, há casos em que esse trabalho chega a ter custos superiores ao valor dos ativos do posto de serviço.
 
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Fonte: http://www.sindicom.com.br

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