Gasolina aditivada somente em 2017Mais um capítulo da complicada novela da aditivação da nossa gasolina: ela foi novamente adiada, de 1º de julho deste ano para mesma data em 2017. Mais dois anos de uma medida que deveria, segundo a própria ANP, estar valendo desde janeiro de 2014.

Para quê a aditivação? Para que a gasolina já contenha um mínimo dos aditivos dispersantes e detergentes que evitam a formação de depósitos carboníferos dentro do motor. Estes pequenos carvões ficam incandescentes quando a temperatura se eleva muito na câmara de combustão e acabam provocando a pré-ignição, ou seja, inflamam a mistura ar-combustível antes da faísca na vela.Esse fenômeno é prejudicial porque pode danificar o motor e também por prejudicar sua eficiência, reduzindo potência, aumentando consumo e emissões.

A ideia da ANP é que toda a gasolina no Brasil tenha uma aditivação básica, mantendo os motores limpos com redução de consumo e emissões de gases poluentes. Então, ao abastecer com a gasolina chamada hoje de “comum”, o tanque já estaria recebendo um combustível de melhor qualidade e com aditivação padronizada em todos os postos. As diversas companhias de petróleo continuarão a oferecer sua gasolina especial, que será uma espécie de “super-aditivada”, como já fazem hoje a Shell (V-Power Nitro +) e a Petrobras (Grid).

Por que a aditivação não entra em vigor em julho deste ano? Porque a ANP não conseguiu definir quais aditivos seriam utilizados, quais empresas seriam responsáveis pela aditivação, nem exatamente quem vai arcar com estes custos. Então, decidiu adiar a medida por mais dois anos, tempo que ela julga razoável para equalizar todos os interesses e conflitos entre ela mesma, a Petrobrás, as outras distribuidoras de petróleo, as fábricas de aditivos e outros envolvidos.

O resumo da ópera é que, ao abastecer o automóvel, o motorista brasileiro não precisaria se preocupar com os aditivos a partir de julho, pois toda a gasolina já teria uma aditivação básica. Com o adiamento da medida, ele terá – até lá – que decidir entre:

1 – Abastecer com a “comum” e ele mesmo jogar um frasquinho de aditivo no tanque, caso não tenha confiança no posto;

2 – Adquirir a aditivada se confiar no posto, já que não existe fiscalização nem padronização dos aditivos no Brasil. O máximo que a ANP consegue é verificar, precariamente, se a composição da gasolina está correta ou adulterada, nada mais.

Por : Boris Feldman

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/

 

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